22.8.07
Entretanto, e já que depois de umas 15 tentativas não consegui adiconar vossas excelências, cá ficam os locais onde costumo ir pescar os desabafos de quem tem paciência, e muita, para levar comigo. E de quem sei que me costuma visitar regularmente e confirmar, se é que era preciso, que realmente sou um tipo que muito desgosto deve dar à mãezinha por ter juízo a menos e parvoíce a mais.
Obrigado Natacha, Rute (o teu Capuchinho Vermelho não está linkado porque insistes em fechar as portas do dito ao povão e apenas forneces cartão de entrada a burgueses privilegiados como eu), Mar, João, Filinto, Jorge, Miguel...
Aos restantes companheiros, camaradas, palhaços que não alinham na blogosfera e que de vez em quando aqui vêm espreitar, que serão alguns, desejo também um grande bem-haja, acompanhado de um abraço forte, um beijinho na testa (só na caso das senhoras) e de um copo de vinho tinto. Ou de gin tónico, como prefiram.
Merecem todos um prémio por me aturar. Mas aviso já que não pago jantares a ninguém...
21.8.07
Vanessa da Mata - Não me deixe só
Gosto muito desta menina, que acaba de lançar o terceiro CD, "Sim". Pena ter tido a ideia de partilhar uma canção com o Ben Harper – há dias em que não tenho paciência para o homem e hoje é um deles. A minha favorita (Fugiu com a Novela) ainda não está disponivel pelo que fica uma coisinha do trabalho de estreia, pelo qual me apaixonei mal o ouvi pela primeira vez. A relação continua intensa, aliás. Assim pudesse ser com as mulheres...
17.8.07
Cat Power - The Greatest
Isto é tão bom, tão bom, tão bom, que me dá vontade de chorar. Fico sempre arrepiado quando ouço esta preciosidade. A sério, é mesmo admirável, do melhor que fiquei a conhecer ultimamente. Porra, que já estou com pele de galinha...
Lembro-me que quando andava na escola secundária, aí pelo sétimo ou oitavo ano, tive uma colega que era fã do homem. Tinha tudo o que a poderia fazer recordar o senhor, excepto as patilhas. Se bem que para lá caminhava dada a algo elevada pelugem facial que exibia para o género.
Há uns anos soube que ela se tinha metido na droga, coisas pesadas. Não fiquei surpreendido. Ninguém sai imune a um passado de idolatria a tão viscosa personagem. Eu próprio tenho a certeza que hoje daria na heroína se alguma vez tivesse sido admirador do Elvis. Porque há memórias que nos envergonham demasiado e nos fazem querer partir para outro mundo e por lá andar constantemente tanta a vergonha de enfrentar este.
Obrigado, és uma santa. E esquece as caixas de vinho que te impingi por transcreveres o meu outro post, ao menos que tenha servido de pretexto para reveres o "Antes do Anoitecer". Depois pagas-me as próximas férias e fica o assunto encerrado. Amigos na mesma.
Irritam-me as mulheres que escolhem estrategicamente os almoços e jantares de família ou de amigos para dizer à frente de todos que “hoje não há nada para ninguém” ou “olha que vais dormir no sofá”. Gostava tanto que os maridos destas senhoras, em vez do silêncio, se irassem e lhes respondessem à altura com qualquer coisa como: “Ah sim? Que novidade! Mas fica sabendo que no sofá é que eu não durmo. Puta por puta vou à procura de outra que admita que o é, e que, ainda por cima, saiba fazer bicos.”Adoraria.
Assino por baixo...
16.8.07
Pixies-Wave of Mutilation
E por falar em recordações... Esta não me sai da cabeça nem dos ouvidos já lá vão quase 15 anos.
Duas semanas em que descobri gente, lugares, espaços, cheiros e olhares novos e diferentes que ficaram agarrados à minha memória e por lá prentendo que continuem por muito tempo. Porque não há fotos e escritos que substituam tudo isso; só o que tenho dentro de mim sabe como foram bons aqueles momentos.
Foi também a oportunidade de me conhecer melhor, de redescobrir o que julgava perdido, de definir objectivos e até de me reconciliar comigo mesmo em alguns aspectos.
Resumindo, o que faz bem passa depressa e deixa cicatrizes.
Seja o que for.
15.8.07
"Nada"
"Fumou haxixe, liamba ou algo do género?"
"Zero"
"Nem uma passita num charro?"
"Não gosto"
"Um cheiro numa linha?"
"Sou alérgico"
"LSD, ecstasy...?"
"Também não"
"Importa-se que lhe faça o teste com o novo e magnífico detector de drogas que temos agora ao nosso dispor?"
"À vontade"
Cinco minutos depois:
"Realmente está limpinho, está"
"Não lhe disse?"
"Então pode seguir à vontade. Até porque tem de fugir do elefante cor-de-rosa antes que ele o apanhe e o desfaça em pedacinhos. E tenha também cuidado com o leopardo gigante que está atrás de si. Boa noite, senhor condutor. Siga com precaução."
14.8.07
13.8.07
Aproveitando a data, deixo um recado aos que insistem em achar que sou um coitadinho por não utilizar a mão direita para realizar grande parte das tarefas manuais: ide àquela parte e não me consumam a cabeça com tais imbecilidades. Ou como dizem os brasileiros, e deixem-me ser malcriado, vão tomar no cu.
Obrigado e vivam os canhotos, nem que seja por um dia.
Já agora, apresento uma lista de vários canhotos famosos que comigo compartilham, ou compartilharam, esta particularidade física que aflige tanta gente sem razão aparente:
Albert Einstein
Ayrton Senna
Bill Clinton
Bill Gates
Charles Chaplin
Diego Armando Maradona
Friedrich Wilhelm Nietzche
Isaac Newton
Jerry Seinfeld
Jimi Hendrix
Kurt Cobain
Leonardo da Vinci
Ludwig van Beethoven
Nicole Kidman (se alguma vez quiseres desabafar-me as agruras de ser canhota é só dizeres, minha querida)
Oprah Winfrey
12.8.07
Regina Spektor - Hotel Song (live)
Mais uma da menina, das minhas favoritas. Ver aquele sorriso até dói de tão bom.
Regina Spektor
Ela é linda e canta deliciosamente. Regina, és uma querida, nem sabes o bem que me fazes.
11.8.07
Sustenham a respiração e concentrem-se nas palavras:
"A rata macabra
Macaca cabra
Chama o Zé
Entorta-se zangada
Barra-lhe a entrada
O Zé quer vê-la morta.
Tonto não sabe onde mora
Exige que alguém o namore
Pede à mão que sem pressa
Firme lhe bata com calma
Tenso, que bela peça
Embrulhado na doce palma
Que o amolece e acalma"
Literatura do mais alto nível, caramba. Estou a modos que a chorar de tão feliz por poder partilhar tamanha peça de qualidade.
Cansei de Ser Sexy - Acho um Pouco Bom
Olha os moços ao vivo em Lisboa, olha. Olha os moços em Paredes de Coura e eu a trabalhar, olha. Olha a besta que eu sou por não ter pedido uma folga para os ir ver, olha.
10.8.07
Ora, a obra em causa é de uma senhora que dedica pouco mais de cem páginas a transformar em suposta arte todo um vasto rol de temas sexuais. Eu diria que aquilo começa nas preliminares e termina no orgasmo, com muita estupidez pelo meio.
O que mais me impressionou na autora, pelo seu arrojo literário, foi o ter incluído num dos seus poemas uma palavra que penso nunca havia sido antes utilizada na longa e rica história da poesia portuguesa: beiços. Isso mesmo, beiços, esse termo tão carinhoso, terno, que me apetece soltar sempre que tenho uma noite romântica com uma mulher. Haverá algo mais bonito do que dizer: "quero beijar os teus beiços?". Se houver, alguém que me diga.
Eis um excerto do poema no qual me deparei com tão curioso vocábulo:
"E pego-te então
Aperto-to na mão
Que o segue até ao topo
Cabeça de cereja avermelhada
Não to largo, não te perco
Vagueio com a língua molhada
De saliva misturada com teu húmus
Com jeito másculo pedes-me
O que te dou com os beiços"
Ora aí está uma bela descrição de um fellatio. Ou de um bobó, como tanto gosto de ouvir dizer. Também gosto de mamada, mas isso era conspurcar este belo momento. Depois de ler a palavra beiços, não tenho vontade de violentar a nossa língua com calão tão boçal.
Primeiro, porque parece que não me conheço.
Segundo, porque o meu rosto parece agora de um puto acabado de desmamar. E gordo. Ia escrever rabinho de bebé, mas arrependi-me.
Terceiro, porque fiz um corte junto ao lábio que, além de doloroso, não beneficia a minha aparência.
O que vale é que isto volta a crescer depressa.
Já agora fica uma sugestão: se alguém me oferecer um grelhador em condições, talvez passe a fazer uma churrascada em dias de jogo.
Bem, vou comprar amendoins e cajú, imprescindíveis.
Viva o FC Porto!
Nick Cave - Far From Me
Gosto tanto...
"I would talk to you of all matter of things
With a smile you would reply
Then the sun would leave your pretty face
And you'd retreat from the front of your eyes
I keep hearing that you're doing best
I hope your heart beats happy in your infant breast
You are so far from me
Far from me
Far from me"
Dá para arrepiar, não dá? Ou eu é que ando esquisito?
Para ver o cúmulo a que chegou a incompetência, basta dizer que o senhor em causa deixou uma garrafa de água por abrir em cima da mesa e quando lhe pedi, uns cinco minutos depois, que fizesse o favor de lhe retirar a tampa, respondeu: "Ai é para abrir?". "Convém...", disse-lhe eu com calma mas com uma vontade do tamanho do mundo de lhe espetar dois socos no focinho. A sorte é que sou, como alguns dizem, um São Bernardo em versão humana.