8.9.07


Pensava que Octávio Machado era o único treinador que colocava um jogador com pouco mais de 1,65 metros como ponta de lança. Enganei-me, Luiz Felipe Scolari é igualmente burro a esse ponto. O homem pode ser muito bom a nível psicológico com as injecções de confiança dadas aos jogadores através de bilhetinhos e outros mimos. Agora, a nível táctico é um desastre. E comprovou-o bastas vezes, as suficientes para já ter levado um pontapé no cu e ir chular outra federação ou clube quaisquer.

Além disso, nunca lhe vou perdoar a humilhante derrota com a Grécia na final do Euro 2004 e outras patetices, como a incapacidade de virar o jogo contra a França na meia-final do último Mundial – parecia que estava em pânico no banco. Porque não sou dos que me contento com vitórias morais. É o que dá ser adepto de um clube que já foi duas vezes campeão da Europa e do Mundo e soma títulos atrás de títulos a nível interno: fica-se mal habituado.

Pixies - Vamos

Eles são os maiores. Os maiores não, dos maiores. São grandes, loucos, deliciosos. E já me acompanham desde há tanto tempo que merecem aparecer aqui mais do que a conta. Ai Pixies, Pixies, o que muito curti à vossa custa... E continuo a curtir, o que é interessante. Tenho um amigo que diz que até dar uma queca ao som deles sabe melhor. Mas da minha vida sexual não falo, por isso ficam por saber se prefiro ouvir Pixies ou música de fazer meninos enquanto me dedico a prazeres carnais. Se bem que música melosa me faz adormecer em qualquer circunstância.
Pixies forever!

Um soco bem dado no estômago, um pontapé que estale perónio e tíbia ao mesmo tempo, uma cabeçada que estraçalhe a cana do nariz em pedaços mais finos que vidro, dois dedos olhos acima, outro murro no meio das pernas até rebentar com túbaros ou trompas de falópio e muito mais coisas violentas que agora não me ocorrem. É isso que me apetece fazer à próxima pessoa que a mim se dirija e fale da Maddie.
Puta que pariu a miúda e todos os que não aguentam estar dez minutos seguidos sem atirar para o ar teorias estúpidas sobre o seu desparecimento.

7.9.07

Pavarotti - Nessun Dorma

Que ele era grande, era. E isso acho que é inegável. Mas, quanto a mim, o maior mérito de Luciano Pavarotti foi o de te ter tornado a ópera e a música clássica acessíveis a todos sem receio de chocar as mentes mais eruditas e fechadas do meio. Só por isso merece toda a minha consideração.
E o Nessun Dorma arrepia. Muito.

Às vezes que acho que sou parvo de mais e que gostaria de ser mais sério um bocadinho. Outras penso que se vivesse a vida sem tanto sorriso tonto isto seria uma grande chatice. E nos entretantos vou procurando o equilíbrio sem, no entanto, o encontrar. Por esses caminhos vou-me cruzando com gente que me atura e pensando se o fazem porque fica sempre bem dar bola a um maluco ou porque têm realmente consideração por mim.
Alguém me recomenda um bom psiquiatra ou acham que se mudar muito deixo de ser quem sou e passo a ser alguém que não se conhece?
Agora tem-me dado para encontrar as pessoas mais improváveis, nos locais mais improváveis a horas mais improváveis ainda.
Ou o destino me está a querer dizer qualquer coisa que ainda não entendi o que é, ou então são mesmo coincidências.
Prefiro acreditar nesta última possibilidade.

5.9.07


Um calor de mais de trinta graus, roupa colada ao corpo, uma auto-estrada a ferver quase no meio da montanha, rotundas a perder de vista e sem sentido que provocam irritação e ligeiros enjoos, caminhos de terra batida feitos num belo de um Fiat Punto, inversões de marcha e manobras arriscadas em terreno no meio do nada, textos enviados de um tasco onde o volume da televisão era superior ao das colunas de uma discoteca, estradas municipais em que o mato entrava pavimento dentro, um carro cheio de moscas, cães que o perseguem e pessoas que só dizem aquilo que não queremos ouvir.
Vida de camionista tem destas coisas...
Quem me dera ser escriba.

3.9.07

U2 - One

Dei por mim a ouvir a ‘One’ de novo ao fim de tanto tempo. E não que até cheguei a arrepiar-me como me arrepiava dantes? Pensava eu que já não sabia a letra e cantei-a do princípio ao fim. Para mim, claro, que não passo vergonhas em público. Gosto particularmente deste videoclip gravado em Berlim, com os velhinhos Trabant em plano de destaque. E eu que estive quase a conduzir um e só não o fiz porque sou mais desconfiado que o pior dos desconfiados. Agora arrependo-me...
Mas que isto é bonito é, não venham cá dizer-me que ando lamechas.

2.9.07

Radiohead - Bullet Proof ... I Wish I Was

Mais outra que me deixa para lá de mim. Do mesmo álbum, The Bends, da fabulosa Fake Plastic Trees. Esta não lhe fica atrás, pelo contrário, anda uns passinhos à frente na minha escala de preferência (escala de preferência é bom e nunca tinha escrito).

Obs: o vídeo não é o oficial porque, vá lá saber-se porquê, o respectivo proprietário não o deixa blogar (mais uma virgem para mim, isto hoje está a correr bem).

Devo ter sido o único portuense que não assistiu ao vivo à corrida de aviões organizada, ou patrocinada, pela Red Bull. Para passar uma tarde rodeado de multidão a um fim-de-semana mais valia ter ido para a praia ou tomar café junto ao mar. Ou então a um centro comercial. Mas ainda tenho amor próprio. Por isso, fiquei em casa a preguiçar. Não leventei encontrões, evitei uma insolação, ouvi música, dormi, espreguicei-me bastante, cuidei do gato, bebi uma cerveja ou outra, joguei Football Manager, falei tranquilamente ao telemóvel com uns amigos, passei pela internet, revi um filme que adoro (Malena), pensei em ti e ainda me dei ao trabalho de cozinhar aquilo que deveria ter sido uma bela massa com cogumelos e atum, que por acaso não saiu lá muito bem – o que vale é tenho sempre fruta em casa para compensar tragédias culinárias.
Um dia bem mais produtivo.

31.8.07

Jeff Buckley - Lover , You Should've Come Over

Aqui está outra das melhores mousses de maracujá que jamais absorvi. Especialmente porque é um pequeno resumo do ponto em quem está a minha vida – “too young to hold on and too old to just break free and run” – do que foi o meu passado mais pessimista – “sometimes a man must awake to find that really, he has no-one” – e daquilo que um dia vou segredar à mulher que gostaria de fazer feliz – “my kingdom for a kiss upon her shoulder”, “all my riches for her smiles when I slept so soft against her”, “all my blood for the sweetness of her laughter”, “she’s the tear that hangs inside my soul forever”. Sim, que ainda acredito nessas coisas do amor, apesar de tudo.

30.8.07

Radiohead - Fake Plastic Trees

Eis algo que me deixa como que ligeiramente perto de atingir um orgasmo. Aliás, a partir de agora vou passar a colocar aqui todos os temas que me provocam tal estado emocional. Não é que os que ‘postei’ até agora não mexam muito comigo, mas adicionarei só aqueles que me fazem passar para lá da normalidade. Pensei até baptizar a rubrica, o que eu gosto de rubricas, mas não me lembrei de um nome menos óbvio do que: "as músicas da minha vida", que é parolo que chegue. Por isso, decidi-me por "As melhores mousses de maracujá que jamais absorvi". É estúpido, eu sei, mas eu também sou um bocadinho. Fica a homenagem à minha sobremesa favorita. Eis a primeira.


A única vantagem da passagem da Red Bull Air Race pelo Porto é que o movimento anormal de aviões pelos céus da cidade fez, oh milagre (!), com que as pombas emigrassem para outras paragens. O que é bom para alguém como eu, que gosta de estar sentado numa esplanada sem pensar constantemente que um eventual bombardeadamento dessas aves irritantes pode acertar em cheio na minha pessoa. Pardais ainda tolero, merdita apenas, agora pombas só ao tiro. Além disso, nódoas de coliformes de tal espécie são mais difícieis de sair que gordura sebosa. Bem, é certo que levar com um avião na cabeça também não deve ser agradável. Mas, pelo menos, não deixa manchas na roupa.

29.8.07

Mariza - Há uma música do povo

Arrebatador!!! É só isto que me apraz dizer do concerto da (grande) Mariza a que tive a sorte de assistir. Pena o som não ser grande coisa. Mas ela é muuuito boa ao vivo. Prova disso foi ter subido três vezes ao palco para se despedir do público e ter sido aplaudida outras tantas de pé durante quase dez minutos. Quer dizer muita coisa, não quer?

Há uma musica do Povo,
Nem sei dizer se é um Fado –
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado…

Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser…
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver…

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção…
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração…

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido…
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

(poema de Fernando Pessoa)

27.8.07


Finalmente, vou ver um concerto da Mariza. Uma senhora. Tenho a certeza absoluta que me vou arrepiar. Mas de arrepios destes eu gosto. Aliás, adoro. Venham eles que estou já ansioso. Então quando ela libertar daquela voz quente e potente temas como "Chuva", "Gente da Minha Terra" ou o "Menino do Bairro Negro" aí acho é que vou desmaiar. Ou então saltar para o palco só para a abraçar e agradecer-lhe as tantas alegrias que já me deu ao ouvi-la. Uma senhora, repito. Amanhã conto como foi. Se já não estiver catatónico.
Pareço uma gaja a falar do Robbie Williams, não pareço?
Vou plagiar-te mais uma vez, Rute. Se bem que desta vez partilhamos isto a meias. Ah, e eu é que agradeço a magnífica conversa sobre essa força superior que só nós conhecemos. Por essas e por outras é que um privilégio ser teu Amigo. Quando tiveres que enfrentar de novo o Carvalhas, já sabes com quem podes contar. E não só.
Cá vai a posta do teu berloque:


"Uma bela conversa a meio da tarde no msn sobre essa coisa tão séria que é Deus. Ou deus. Obrigada, Pedro.

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
falando a sério, acho q entrei numa fase em q procuro orientação nesse sentido.... sou agnóstico e n sei em q raio de força superior hei-de acreditar

Rute diz:
acredita em mim. eu sou de confiança

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
deusa rute?

Rute diz:
menina rute está bom. por ser para ti, Rute

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
obg. chamar-te deusa era chato....

Rute diz:
falando a sério. (vais começar tu a avacalhar)

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
n vou, chuta

Rute diz:
eu tive uma educação católica, tive que levar com a treta das missas ao domingo quando andava na catequese

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
tb passei por isso

Rute diz:
ia para a catequese porque os amigalhaços eram porreiros e as festas de Natal eram fexes

Rute diz:
fiz a catequese por isso. se me perguntares o que aprendi: NADA. não me lembro de um único ensinamento. sobre essa força superior, eu sinto que ela existe. não sinto que seja um Deus do antigo testamento, um Deus castigador. acredito que há uma força boa que me move e que me guia. e consegui atingir um estágio bom na minha vida e que me tranquiliza que é saber que o que acontece tem que acontecer. não vale a pena o: "e se eu tivesse ido por ali". não, era este o caminho que eu tinha que seguir, era isto que tinha que acontecer.nada de padres, nem religiões, nem seitas, nem medalhas ou pulseiras com santos

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
eu tb andei na catequese e confesso q n aprendi nada.. aquilo era tudo imposto. dps passei por uma fase em q n acreditava em absolutamente nada...até q cheguei à conclusão q devo ser agnóstico.... n acredito em deus, mas n excluo a possibilidade da existencia de uma força superior. agora só gostava de perceber qual é essa força.

Rute diz:
não sei. chama-lhe Deus. mas chama-lhe o teu Deus que te pôs numa família boa, que te tornou uma pessoa boa, cheia de bons adjectivos. sei lá. deixa-o estar lá. eu não preciso muito dele, mas não o mando embora. está num cantinho da minha mercearia mental.

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
é um bocado como eu.. só n sei se lhe chamarei deus. mas é como tu dizes... n preciso mto dele mas n o excluo

Rute diz:
é como o cremor tártaro ou o bicarbonato de sódio. compro porque de vez em quando faço sconnes. dá-me confiança saber que o tenho lá.

Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
é como eu com o chá de menta"
Posso só escrever qualquer coisa para ver se isto ainda funciona? Obrigado, volto já. Quem vier atrás que feche a porta e não se esqueça de limpar os pés antes de entrar em casa, ok?
Por falar em ok, houve uma certa pessoa, por acaso (ou talvez não) especial para mim, que perguntou por que utilizava tantas vezes esta expressão. Ora aí está um belo assunto para me debruçar. Não posso é dobrar-me muito porque senão ficam a doer-me as costas. Prometo que um dia te digo porquê. Mas só pessoalmente, seja para a semana ou daqui a anos. Isto e muito mais, algumas coisas sabes bem o quê. Entretanto vamos falando, que só a tua voz me faz sentir como não sentia há muito. És uma querida.
Ah, e nunca te esqueças daquilo que não me canso de te repetir. Aluada.
Enfim, delírios...

23.8.07

Estou a fazer um esforço de memória para me recordar onde estava exactamente nesta altura do ano em anos anteriores. O ano passado devia estar a trabalhar, há dois regressava de uma magnífica viagem que me levou a Praga e Viena, há três começava a perceber que o meu casamento não tinha volta a dar, há quatro talvez na ilha de Maiorca naquela praia espectacular em Port Colon (acho que se escreve assim, que me perdoem os puristas se não for), há cinco não me recordo, há seis também não, há sete muito menos, há dez menos ainda e há quinze não estou a ver.
Ou é Alzheimer ou o meu cérebro já não é o que era.
E voltei a esquecer-me onde coloquei o fósforo, o que é uma chatice.

Anda meio Portugal embeiçado por esta mulher ainda não percebi bem porquê. É feia, digo eu, mesmo correndo o risco vir a ser acusado de ser gay. E não tem classe, pelo contrário: o ar dela varia entre o de uma peixeira com o buço mal rapado e o de uma burra ingénua a quem só falta ser loura. Além disso, os seios são desproporcionais ao resto do corpo, problema, aliás, que aflige grande parte das portuguesas e que daria um bom tema de discussão. Mas agora não tenho tempo.


Pronto, ficou a minha opinião sobre a Soraia Chaves. Vou continuar a sonhar com o Paulo Pires.