19.9.07

Nine Inch Nails - The Hand That Feeds

Ah, e aprecio bastante estes senhores também. Agora chega que por hoje exagerei.

Pixies - Monkey gone to heaven

Não sei se já disse, acho que sim, mas gosto muito disto. Não sei se já disse, acho que sim, que vibro ao ouvir esta coisa boa já lá vão mais de 15 anos. Não sei já disse, acho que sim, que isto é mesmo delirante. Não sei se já disse... É melhor ficar por aqui. Depois acusam-me de ser chato.

Planos para as quatro folgas consecutivas que amanhã, quinta-feira, se iniciam e que se seguem a dez intermináveis dias de trabalho (dez!!!).

1 . Dormir, muito e profundamente.
2. Jantares, jantares, jantares, copos, copos, copos e gargalhadas, bastantes.
3. Uma ida àquele restaurante a que pretendo ir novamente já lá vai quase um ano.
4. Um ou dois passeios na marginal acrescidos da indispensável leitura de jornais frente ao mar.
5. Fazer compras para a casa qual fada do lar.
6. Continuar a escrever coisas estúpidas neste humilde blog
7. Mais uns copos e uma dose exagerada de humor non-sense.
8. Olhar para o Porto durante a noite do lado de Gaia, de preferência sem cair ao rio.
9. Dormir mais um bocado.
10. Pastar, preguiçar e outras coisas tão boas que se fazem quando o ócio aperta.

Segunda-feira vou chegar à conclusão que não fiz metade. Mas fica a boa intenção. Ao menos que durma.
Agora que os piropos obscenos podem ser punidos com um ano de cadeia, adivinho uma grande crise de mão-de-obra no sector da construção civil nos próximos 72 anos. Depois disso não é preciso preocupar-nos porque ao ritmo a que o mar tem avançado Portugal já não fará parte do mapa nessa altura.

18.9.07

Goldfrapp

João, vê lá se gostas disto. Se não te agradar posso mandar para trás e peço um prato de carne ou peixe à tua escolha. Só não pago a conta que este mês isto anda tremido.

Obs: o vídeo não é oficial mas as imagens de Paris até que são porreiras, diz lá que não são.

Juro que no dia em que conseguir não adormecer num tribunal vou abrir uma garrafa de vinho e bebê-la com um bom grupo de amigos.
Ia propôr uma orgia, mas não gosto de confusões.

17.9.07

Estes moços apanharam mais de 100 da Nova Zelândia, mas só pela forma como cantam e sentem o hino nacional mereciam ganhar o mundial de râguebi. Eu, que até nem sou patriota, fiquei impressionado.

16.9.07

Pulp - Common People

Gosto destes tipos, em particular do Jarvis Cocker. Olho para ele e recordo-me como era na adolescência: alto, desengonçado, magro e com um penteado que só mais tarde concluí que era um bocadito ridículo. E parvo, característica que ainda hoje mantenho com um certo prazer.


Fico todo orgulhoso cada vez que a Vanessa Fernandes conquista mais um título internacional no triatlo. É reconfortante perceber que ainda há homens em condições no desporto português.

15.9.07

Bom, já que certas pessoas adivinharam que uma seta atravessou a minha pessoa, não há como mentir mesmo. É verdade, declaro-me culpado. E é tão bom sentir o que sinto depois de tanto tempo em que tal sentimento andou arredado de mim. Ainda por cima alguém como ela, com um sorriso misterioso e belo como nunca vi, um sentido de humor contagiante, uma alegria admirável e linda, sobretudo linda. Uma pessoa que me deu vontade de fazer alguém feliz de novo. Que está longe, é certo, mas que um dia vai (vamos) estar bem perto. E ela tem nome, chama-se Patrícia, prefere que a tratem por Paty e a responsável por eu estar a sentir esta coisa esquisita e boa que se chama paixão. Obrigado linda, és um amor!

Lá terá que ser...

... diz que é uma corrente. E eu dessas coisas tenho medo, muito medo. Tanto que enquanto escrevo estas curtas linhas estou a urinar-me pernas abaixo.

14.9.07

E este é um dos melhores beijos que vi até hoje. Cinema Paraíso, claro... Lindo!

Mar Adentro

Confesso que chorei quando vi esta cena pela primeira vez...

13.9.07

Praga, Praha, Prague

Senhoras e senhores, eis a cidade mais bonita que tive o privilégio de visitar. Percorri aqueles cantinhos todos com a melhor companhia do mundo. Obrigado, mana: foste o melhor que podia ter tido numa fase bem complicada da minha vida!

Pergunta inocente: a novela da Maddie vai durar tanto como o 'Anjo Selvagem'? Não valerá a pena acabar com isto de uma vez e revelar que o mordomo é o verdadeiro pai da miúda e que Gerry, num acto de desespero brutal, matou-a e escondeu o corpo no armário do quarto do Ocean Club, onde acabou por descobrir uns seis ou sete outros amantes da mulher? E, já agora, que o mordomo é um queniano que vendia estátuas de madeira em Lagos e está a actualmente a destruir mais casamentos algures entre Benidorm e Torremolinos? Quanto a Kate, está grávida de um menino a quem pensa baptizar como Madeleine, futuro travesti de sucesso em Leicester. Estou é ansioso para saber o final dos agentes da Polícia Judiciária envolvidos na investigação do caso. Parece que vai sair dali um casamento a realizar no Canadá.

12.9.07

Mas isto sim: é a cena final perfeita, de um filme perfeito, com uma banda sonora perfeita. Quem nunca viu isto merece o inferno. Quem viu e não se emocionou é porque não tem sangue a correr nas veias. Quem nunca chorou é porque não é sensível o suficiente para apreciar a beleza. De tudo.

Magnolia - Wise Up

Eis a (quase) cena final de um dos meus filmes favoritos. A banda sonora, da menina Aimee Mann, é ainda melhor. Grandioso. Que saudades de ver isto outra vez. Espera lá, acho que tenho o filme ali em DVD, foi uma das melhores prendas do meu 30º aniversário, ainda por cima oferecida por um grupo de GRANDES amigos que decidiu encher-me as medidas com um monte de filmes me fazem babar de satisfação. Só faltou o Cinema Paraíso, mas estão perdoados. Obrigado camaradas! Por vossa causa lá vou eu deitar-me outra vez madrugada dentro com uma manhã de trabalho à minha espera...

11.9.07

Portishead - Glory Box

Se fosse mulher, esta era a canção que exemplificaria de forma perfeita o que esperaria do homem que desejasse amar da forma mais intensa do mundo. Como sou homem, limito-me a esperar que alguma me diga um dia uma coisa do género.

10.9.07

A 11 de Setembro de 2001 cheguei ao jornal onde trabalhava na altura e ao olhar para a televisão vi um avião embater numa das torres do World Trade Center. Ao lado, um colega cujo nome me abstenho de escrever mas que posso afirmar que é dos tipos mais broncos que conheci até hoje, garantia-me que se tratava um aparelho da polícia que estava em perseguição a um pequeno Cessna que tinha chocado contra a outra torre do WTC.
Confesso que achei aquilo muito estranho e não demorei muito tempo a percerber que aquela teoria era completamente absurda, assim como as 500 que se seguiram aos atentados – um pouco ao ritmo do que hoje se vai passando com o caso Maddie. O coração dos Estados Unidos tinha sido atacado e pensei de imediato que estava em marcha o início da III Guerra Mundial. Por breves instantes imaginei-me no meio de um cenário de conflito qualquer, mas enfiei um pacote de açúcar na boca e desci à Terra em dois tempos.
Pouco depois de as torres caírem, literalmente, algo a que assisti com a boca aberta de espanto (o que eu gosto de bocas abertas de espanto) mandaram-me realmente para o World Trade Center. Estive para responder que não valia a pena porque já não havia World Trade Center e o jornal não comportaria uma viagem de urgência para Nova Iorque – o máximo que estive para fazer no estrangeiro foi um trabalho em Omã, adiado precisamente por causa do 11 de Setembro – mas o que a chefia pretendia era que fosse para o World Trade Center do Porto, onde havia uma bela de uma ameaça de bomba.
Lá chegado, deparei-me com uma cena verdadeiramente portuga: o edifício fora evacuado por razões óbvias mas perímetro de segurança nem vê-lo. Resultado, uma multidão concentrava-se à porta e esperava pacientemente que a bomba explodisse. O que seria bom para mim em termos jornalísticos porque assistiria ao vivo e a cores a um pequeno massacre que arrastaria para a morte uns cem pacatos cidadãos que apenas queriam divertir-se a ver uns engenhos fazer um prédio ir pelos ares.
Tal não aconteceu mas mesmo assim deu para fazer umas coisas no local, não me lembro exactamente o quê. O que sei é que, regressado à redacção, tive ainda trabalhinho de sobra até às três da manhã (isso mesmo, três da manhã!). Eu e o resto dos camaradas, verdade seja dita. Valeu um rápido mas agradável jantar pelo meio, em Leça da Palmeira, onde ouvi uma das melhores da noite: uma senhora que se queixava do cancelamento da emissão do Big Brother 'só' por causa do que acontecera em Nova Iorque. Ainda por cima em noite de expulsão, lamentava ela...
Resumindo, foi um dos dias mais trabalhosos que tive até hoje mas que me deu um prazer do caraças. Até porque no meio da anarquia a coisa correu bem graças à inteligência e cabeça fria de meia dúzia – eu apenas me limitei a embarcar na onda. Quem dera mais dias do género, garanto que são coisas destas que me dão verdadeira pica.


PS: A 11 de Setembro de 2007 vou fazer um julgamento de uma senhora que decidiu simular uma gravidez e raptar uma bebé de um hospital. Levarei um rádio pequeno para ficar colado ao ouvido não vá o Bin Laden lembrar-se de derrubar outras torres quaisquer, o malandro.

9.9.07

The Clash - Should I stay or should I go

E como se esquecem tristezas futebolísticas e outras que não vêm ao caso, como é? Ouvindo isto. Outros que são grandes, muito grandes, bastante grandes, enormes. Não é que seja intolerante, mas quem não gosta dos Clash merece ser colocado numa jaula de tigres com o cio.