9.10.07
7.10.07
5.10.07
O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina
O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito
O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura.
O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe.
Para ti, meu amor
2.10.07
1.10.07
O melhor é esquecer, são apenas divagações de quem não tem mais nada para fazer além de andar para aqui a escrever coisas sem sentido enquanto vai tentando percebendo o que quer da vida. Ou melhor, até que sabe. Resta saber é se está certo, errado, iludido, fodido ou simplesmente a tentar ver para lá daquelas barreiras que depois de ultrapassadas permitem o acesso a um caminho feliz e correcto.
Além disso, sou Gémeos.
Obs: aqui em baixo está uma bela de uma canção dos Faith No More. Não é a primeira, que aquilo é dose dupla. Basta esperar um bocadinho e surge logo a "Just a Man", que me acompanhou nas minhas férias durante dias a fio, sobretudo naqueles em que andei em Tallinn com um grupinho de pessoal de diferentes nacionalidades que junto se divertiu, riu, conversou de tudo e mais alguma coisa como se conhecesse há anos . Bebíamos muito também, mas isso agora não interessa nada. Isto quando me batem as saudades em alturas em que estou mais em baixo não é nada bom. Mas não há razão para preocupações extremas. Tenho demasiado amor à vida para sequer pensar em mandá-la à merda por um minuto que seja.
30.9.07
28.9.07
26.9.07
Cá vai:
O «Correio da Manhã» revela hoje que a alemã Gabriele Pauli, militante da União Social-Cristã defende que o casamento deveria ser um contrato temporário prorrogável, ou seja, deveria terminar automaticamente ao fim de sete anos, podendo o casal renovar os votos se quisesse. Eu acho bem. Acho bem porque se acabariam as temíveis crises dos sete anos. Acho bem porque se acabariam – sem grandes dores de cabeça – os casamentos falhados. Acho bem porque haveria festa de sete em sete anos. E, sobretudo, acho bem porque o casamento a prazo iria obrigar a mais esforços, tal como os fazem os namorados. A possibilidade/o perigo de o outro não querer renovar os votos ao fim de sete anos poderia obrigar-nos a mais trabalho de casa, a menos discussões, a mais cinemas, a mais jantares, a mais flores, a mais cuidados. A mais sexo. A mais. Acho bem. Olho para mim, olho à minha volta e creio ainda mais nessa teoria. O casamento deveria ter prazo. Pelo nosso bem.
Uma merda, é o que é. Estava a gostar tanto do calor e agora vem o frio lembrar-se que também é gente só para me chatear um bocadinho, o porco.
24.9.07
Para começar bem a semana I
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
Florbela Espanca
23.9.07
Enquanto escrevo este post, chego é à conclusão que a bela da compota deixa o teclado pegajoso, o que é uma porra.
21.9.07
Se os piropos agora não fossem quase ilegais, atrevia-me a dizer que a Julie Delpy é um doce que me apetecia saborear uma noite inteira. Mas além disto soar compleatamente estúpido e parolo, ela deve ter mais com quem partilhar serões.
Serve tal de prelúdio idiota para referir o seguinte: a menina resolveu lançar-se na aventura de dirigir um filme. Coincidência, ou talvez não, a fita chama-se "Dois Dias em Paris", o que me deixou logo desconfiado de que seria uma tentativa de chegar aos calcanhares dos brilhantes e absurdamente belos "Antes do Amanhecer" e "Antes do Anoitecer".
Ainda não vi o filme, por isso não posso dizer se é bom ou mau. Aquilo que me apetece para aqui desabafar é que se ela conseguir chegar aos calcanhares da cena que se segue, basta apenas isso, tiro-lhe o meu chapéu e ajoelho-me numa cama de pregos. É, simplesmente, um dos diálogos mais ternos e deliciosos que já vi. Como eu gosto: simples mas muito, mesmo muito, bem feito.
Diria lindo, mas depois acusam-me de andar lamechas.
19.9.07
Nine Inch Nails - The Hand That Feeds
Ah, e aprecio bastante estes senhores também. Agora chega que por hoje exagerei.