(eis o meu lema de vida. Em tudo o que a vida diz respeito)
You're keeping in step
In the line
Got your chin held high and you feel just fine
Because you do
What you're told
But inside your heart it is black and it's hollow and it's cold
Just how deep do you believe?
Will you bite the hand that feeds?
Will you chew until it bleeds?
Can you get up off your knees?
Are you brave enough to see?
Do you want to change it?
What if this whole crusade's
A charade
And behind it all there's a price to be paid
For the blood
On which we dine
Justified in the name of the holy and the divine
Just how deep do you believe?
Will you bite the hand that feeds?
Will you chew until it bleeds?
Can you get up off your knees?
Are you brave enough to see?
Do you want to change it?
So naive
I keep holding on to what I want to believe
I can see
But I keep holding on and on and on and on
Will you bite the hand that feeds you?
Will you stay down on your knees?
24.6.08
Nine Inch Nails
23.6.08
Lula Pena - Passion
É por causa de músicas como esta que gostaria de saber dançar. Assim, limito-me a abanar a cabeça, os ombros, a bater os pés e mais qualquer coisinha. É muito bom. E é português. Com um fenomenal toque argentino, sim, mas bem português.
São João
Bom, o São João é fascinante no sentido curioso do termo porque ainda não consegui entender em que consiste a piada de levar marteladas – de plástico, é certo – na cabeça durante uma noite inteira. Ou seja, e falo por experiência própria, é chegar a casa com o crânio literalmente massacrado umas centenas de vezes. Se juntarmos a isto que já se está bem bebido, é bom de dizer que o dia seguinte é ideal para ficar em casa deitado na cama a recuparar do masoquismo.
Outra coisa é o fogo de artifício, ritual onde se gastam milhares de contos, em moeda antiga, e o proveito é pouco. São quinze minutos em que se fica de pescoço inclinado a olhar para o ar a ver os foguetes estourar a bom ritmo. Acresce o tal teor etílico do corpo e a estupidez de estar à mercê dos carteiristas. Por acaso, verdade seja dita, nunca fui roubado, mas já dei por mim com o estômago às voltas depois de quinze minutos a ver cores sucederem-se umas às outras no ar e um barulho ensurdecedor a azucrinar os ouvidos.
Agora, do que tenho saudades é daquelas festas de São João que terminavam madrugada dentro na praia. Não digo é a fazer o quê porque descobri recentemente que a minha mãe também lê este blogue.
Monty Python
Só para animar um bocadinho...
Um dos melhores sketches dos Monty Python, digo eu. Respeito quem disser o contrário. Corre é o risco de levar um pontapé nos testículos. Ou nas trompas de falópio.
20.6.08
Ora aí está o que vai cá dentro (sinto-me é como uma quinta-feira chuvosa, não como um domingo de sol)
Know it sounds funny but I just cant stand the pain
Girl Im leaving you tomorrow
Seems to me girl you know Ive done all I can
You see I begged, stole and I borrowed
Yeah
Thats why Im easy
Im easy like sunday morning
Thats why Im easy
Im easy like sunday morning
I wanna be high
Soo high
I wanna be free to know the things I do are right
I wanna be free
Just me
Oh baby
Thats why Im easy
Im easy like sunday morning
Thats why Im easy
Im easy like sunday morning
Porque tenho tenho mais vida para viver.
Porque tenho auto-estima e amor próprio suficientemente fortes para não deixar que isso aconteça.
Porque tenho amigos que não merecem ver-me assim.
Porque tenho sorrisos para distribuir somente a quem merece.
Por isso, toca a olhar em frente, cabeça bem levantada e pensamento positivo.
Isto sou eu a falar comigo próprio.
Ao fim e a cabo estou na merda....
Ok, vou esforçar-me para não repetir que o Scolari é péssimo como treinador.
Ok, vou esforçar-me para não me rir daqueles idiotas que andavam a dizer que íamos ser campeões da Europa não tinha o torneio sequer começado.
Ok, vou esforçar-me para não afirmar que Portugal ainda treme todo quando joga contra uma selecção teoricamente superior.
Ok, vou esforçar-me para não dizer que cumprimos os objectivos que tínhamos a cumprir.
Ok, vou esforçar-me para não referir que o que me deixa podre é ver que a coisa não funciona, ou funciona mal, porque quem está no banco a orientar é uma nódoa.
Ok, vou esforçar-me para não dizer que o Cristiano Ronaldo na selecção é apenas razoável porque não tem à sua volta a qualidade de equipa que tem no Manchester United.
Ok, vou esforçar-me para não chamar incoerente e desleal ao Scolari por ter anunciado que ia para o Chelsea na altura que anunciou, dando um péssimo exemplo aos jogadores.
Ok, vou esforçar-me não para ir contra a maré dominante e dizer que o balanço do Scolari à frente não é positivo de todo (tirando o quarto lugar do Mundial, perdemos uma final de um Europeu disputado em casa contra uma selecção de terceira linha, fizemos fases de apuramento sofríveis e particulares ridículos)
Mas que dá raiva perder assim, dá.
Obs: quem quer apostar que antes de Janeiro do próximo ano o Scolari já não está no Chelsea?
19.6.08
É isto que gosto de ouvir quando não estou bem. Não é que me anime e faça com que sorria como um tolo. Mas ajuda-me a pensar se tudo o que fiz até agora merece algum tipo de sentido. Se tudo valeu a pena, se tudo foi perda de tempo, se tudo foi apenas uma rasteira que a vida me pregou para que depois possa olhar em frente com a cabeça ainda mais levantada. Se...
What?!!!
Não há gente que merecia ser assassinada à pedrada? Ou ser atirada para um rio com mais crocodilos que água?
Portugal, Portugal, Portugal!!!

18.6.08
Fantástico é teres esse aspecto fantástico depois de andares mais de meia vida a aturar um filho como eu. Não deve ser fácil, tens que me ensinar o segredo. Ah, e deixa que te diga que tenho amigas que já gabaram a tua figura. Esse teu cabelo grisalho faz milagres. Tomara o George Clooney daqui a dez anos...
Parabéns, velhote. Logo abrimos uma garrafa de vinho à tua escolha e damos aquele abraço.
Se aquela coisa do AVC que descrevi uns posts abaixo correr mal, a modos que me dê para morrer como quem não quer a coisa, que as minhas exéquias sejam o mais possível parecidas com estas. E já sabem: depois é atirar as cinzas para o mar.
PS: isto é real, trata-se do serviço fúnebre de Graham Chapman, um dos fantásticos Monty Python.
A melhor pergunta da tarde partiu de um jornalista da Associated Press que se atirou a Cristiano Ronaldo assim: "Do you prefer paella or fish and chips?".
Era preciso mais alguma coisa? Estava lá tudo... Actualidade, humor, imaginação, inteligência no insistir de um assunto que enche as páginas dos jornais nos últimos dias e que já foi batida de umas 1.585 formas diferentes sem qualquer resultado prático.
Ouvi isto em directo na rádio e fiquei invejoso. Daquela inveja boa que tenho dos camaradas de profissão que são realmente bons. É assim que se aprende.
Hipocondríaco como sou, já imaginei que estou a sofrer um AVC. Mas não me apetece ir ao hospital. Deve cheio de pessoas mais doentes do que eu, com ar de quem vai morrer em menos de meia-hora e não estou para aturar lamúrias.
Descendo à terra, isto deve ser do cansaço, do trabalho que tive em dois dias que valeu por um par de semanas, do sol que apanhei na cabeça (em serviço, quem dera que tivesse sido por prazer), das preocupações do dia-a-dia, de sentir estar a perder o que quero e quem quero...
Ao fim e ao cabo é mimo.
Vou ali tomar uma aspirina e já venho.
Se a coisa correr mal e tiver mesmo que ser internado, alguém que me faça o favor de levar à cama do hospital música e, clandestinamente, jornais. E digam-me que estou com boa cara mesmo que pareça um cadáver em adiantado estado de decomposição. Combinado?
17.6.08
Hoje, dizem-me que Sarajevo tenta ser uma cidade normal. Já se bebe nas colinas onde se realizaram os Jogos Olímpicos de Inverno, já se anda normalmente nas ruas, já se frequenta o mercado sem medo, já se visitam familiares e amigos em casa um dos outros sem receio de ser assassinado pelo caminho. Mas ainda se respira respeito, muito respeito, pelo passado. E memória. Fantasmas que Sarajevo se recusa a atirar para trás das costas. O choro do bebé continua bem alto. Para que não se esqueça quão tenebrosos foram aqueles dias e se diga às actuais gerações que a História não pode ser repetida.
Radiohead - Lucky
Das melhores dos Radiohead. Com um vídeo que dá que pensar. A mim, pelo menos dá, os outros que pensem o que quiserem. Foi aqui tão perto que até assusta.