27.10.06

Já não tenho paciência para muita coisa, especialmente para idiotices mundanas. Aborrecem-me uma lista interminável de assuntos, nem sei bem por onde começar. Estarei a ficar depressivo? Um amigo especialista na coisa garante-me que não. Será que dos 30 anos que estão prestes a chegar? Não me parece, os cabelos brancos são escassíssimos e até nem ficam mal. Ainda por cima consegui emagrecer contrariando a estatística – sou desconcertante e diferente, uma mistura entre São Bernardo e algo que não me consigo lembrar mas que não é desagradável. Quer dizer, há dias apercebi-me que a minha juventude ainda não se foi mas para lá caminha depois de um puto com pouco mais de 20 anitos ter tido o descaramento de me confessar que nunca tinha falado do movimento grunge e de referências como os Stone Temple Pilots, Dead Kennedys ou Soundgarden, já para não falar nos Nirvana. Ou era ignorante ou sou eu que estou a ficar ultrapassado. Bem, acho que chegou foi a hora de finalmente arranjar uma casinha e um trabalho decente no Alentejo, ali entre Cuba, a Vidigueira e o Alvito. Falta o dinheiro, mas isso é pormenor de somenos importância. Se jogar no Euromilhões a coisa lá se comporá um dia. É que traficar droga pode dar chatice...
Perdi a Marisa Monte no Coliseu, corro o risco de perder o Chico Buarque também, os GNR dizem-me pouco desde que o Reininho deixou as drogas, a Casa da Música é cara e tem uma escadaria íngreme e escorragadia ... E não me tranquei no Rivoli. Estarei a ficar como o Rui Rio?
Um conselho a quem pensa fazer campanha pública pelo sim no referendo ao aborto. Por favor não deixem a Odete Santos falar e/ou aparecer. É meio caminho andado para os "defensores da vida" – seja lá o que isso for – voltarem a gritar vitória oito anos depois...
Nós, tugas, temos a estranhíssima característica de nos queixarmos de tudo e todos sem mexermos uma palha para mudarmos as coisas. Vem isto a propósito das críticas ao Sócrates. Esperavam o quê? Que o homem nos facilitasse a vidinha e aumentasse salários e regalias? Os tempos do Vasco Gonçalves já lá vão...

18.10.06

E pronto, agora chega que tenho jantar para fazer. Só não me recordo do número da Pizza Hut.
Depois de o José António Saraiva ter escrito um editorial sobre o aborto que nem os movimentos pró-vida (seja lá o que isso for) conseguiriam alinhavar dada a profusão de argumentos idiotas e extremistas, começo a perceber bem o dedinho da Opus Dei no Sol.
Agora que o 13 de Outubro já passou, acho que posso exprimir a minha dúvida, se bem que não existencial. Será que a Virgem Maria acode mais depressa aos que chegam ao Santuário de Fátima de joelhos? E, entre estes, não achará Ela que usar joelheiras na hora do arrastar até à meta é uma forma de enganar o próximo? Já agora, o padre Mário Oliveira, que sabe tanto sobre a coisa, não conseguirá provar a existência de bagas alucinogénias pelas bandas da Cova da Iria?
É de mim ou o novo pacote da Segurança Social foi de tal forma abafado pelos media que ficámos a saber o mínimo dos mínimos? Ainda dizem que a propaganda do Sócrates não funciona. Para o bem e para o mal...
GNR que acertam em cheio em meliantes em fuga sem terem o mínimo de treino não é sinal de falta de pontaria. É competência a mais. Meliantes que acertam em GNR não é vingança, é uma chamada de atenção para a igualdade de oportunidades.
Alô, dona Rosa! Deixa cá ver se isto ainda funciona depois de quase duas semanas de abstinência... Estou a ver que sim. É como andar de bicicleta...

11.10.06

Para o que me foi dar...

Tenho saudades de quando ouvia isto com amigos que ficaram até hoje e outros que se foram perdendo. Foi há tanto tempo que parece um pouco mais que ontem. Mas continua bem vivo em mim e não quero que descole. Consigo lembrar-me de tudo, ou de quase tudo vá... Das conversas, do calor, das bebedeiras e afins, das noites malucas em que valia quase tudo porque a vida parecia eterna e o amanhã era muito longe embora estivesse a bater à porta. Éramos imortais, fosse o que isso fosse, puros sem sermos inocentes e unidos como hoje mal consigo vislumbrar que alguém seja com alguém. Hoje restam os sorrisos da memória e a frustração de não conseguir repetir sensações que, concluo agora com uma facilidade tremenda, são temporais. E ainda bem porque só assim as recordações se transformam no melhor que levo para o futuro.

PS: Naquela altura eu já era tão alto como o Jarvis Cocker e conseguia ser magro quanto ele. E também cheguei a ter um penteado quase tão ridiculamente semelhante...

8.10.06

Confesso que me arrepio com algumas músicas e choro quando assisto a certos filmes, muito poucos. Mas posso garantir que a razão do meu divórcio não teve nada a ver com uma inflexão da minha sexualidade....
Aposto uma Guiness bem tirada em como o Sol não vai ultrapassar o Expresso nos próximos 12 meses. Eles são iguais, com ligeira vantagem, ainda assim, para o semanário do Saraiva. Só vão melhorar quando surgir um terceiro jornal que lhes faça concorrência e lhes estimule a criatividade. Ou seja, quando começarem a tirar partido de uma das poucas vantagens da economia de mercado. Ai que estou a ficar rendido ao capitalismo... Querem ver que ainda vou votar no PSD antes dos 40 anos?
As mulheres mais belas, em todos os sentidos, que tive o privilégio de ver a dois palmos dos olhos encontrei-as eu em Bratislava. Eram tão perfeitas que nem tive coragem de lhes tocar só para não estragar.
Aviso aos que recorrem a selos, pastilhas e outros métodos supostamente fiáveis para quem quer deixar de fumar. Isso é apenas bullshit... O que é preciso é força de vontade e mais nada... Palavra de quem está a sofrer na pele o doloroso processo de largar um vício antigo. O resto é apenas mais uma manobra para as farmacêuticas sacarem uns tostões à custa do desespero de quem quer largar o tabaco.

5.10.06

Aguardo com certa ansiedade as cerimónias do 5 de Outubro. Consta que, finalmente, irá marcar presença a única cidadã portuguesa ainda viva que teve o privilégio de assistir à implantação da República: Lili Caneças.
Deixar de fumar custa mesmo muito, foda-se...

1.10.06

Custa-me sempre falar com pessoas que perderam familiares ou amigos em circunstâncias trágicas. A vantagem de fazer este tipo de trabalho por telefone é que não corro riscos de maior. Antes desligarem-me a chamada na cara que espetarem dois estalos no focinho ou descarregarem tiros de caçadeira na minha bela face. Ainda por cima agora, que estou a deixar crescer a barba, não me dava lá muito jeito...
A Júlia Pinheiro vai regressar ao ecrã. Vão disparar as receitas da Casa Sonotone e congéneres. A boa notícia é que, desta vez, o José Castelo Branco vai ficar quieto e caladinho na companhia da sua estátua norte-americana no recato do lar. E que não haverá um burro falante e um actor idiota vestido de militar a tentar debitar piadas debilóides com um sotaque pretensamente beirão.
Até nem me importava de ter um blog cheio de merdices engraçadas, links para aqui e acolá, comentários não sei quê, contadores não sei das quantas e mais umas coisadas do género. Mas continuo a preferir manter a minha sanidade mental.