
8.9.07

Pixies - Vamos
Eles são os maiores. Os maiores não, dos maiores. São grandes, loucos, deliciosos. E já me acompanham desde há tanto tempo que merecem aparecer aqui mais do que a conta. Ai Pixies, Pixies, o que muito curti à vossa custa... E continuo a curtir, o que é interessante. Tenho um amigo que diz que até dar uma queca ao som deles sabe melhor. Mas da minha vida sexual não falo, por isso ficam por saber se prefiro ouvir Pixies ou música de fazer meninos enquanto me dedico a prazeres carnais. Se bem que música melosa me faz adormecer em qualquer circunstância.
Pixies forever!
Puta que pariu a miúda e todos os que não aguentam estar dez minutos seguidos sem atirar para o ar teorias estúpidas sobre o seu desparecimento.
7.9.07
Pavarotti - Nessun Dorma
Que ele era grande, era. E isso acho que é inegável. Mas, quanto a mim, o maior mérito de Luciano Pavarotti foi o de te ter tornado a ópera e a música clássica acessíveis a todos sem receio de chocar as mentes mais eruditas e fechadas do meio. Só por isso merece toda a minha consideração.
E o Nessun Dorma arrepia. Muito.
Alguém me recomenda um bom psiquiatra ou acham que se mudar muito deixo de ser quem sou e passo a ser alguém que não se conhece?
5.9.07
Vida de camionista tem destas coisas...
Quem me dera ser escriba.
3.9.07
U2 - One
Dei por mim a ouvir a ‘One’ de novo ao fim de tanto tempo. E não que até cheguei a arrepiar-me como me arrepiava dantes? Pensava eu que já não sabia a letra e cantei-a do princípio ao fim. Para mim, claro, que não passo vergonhas em público. Gosto particularmente deste videoclip gravado em Berlim, com os velhinhos Trabant em plano de destaque. E eu que estive quase a conduzir um e só não o fiz porque sou mais desconfiado que o pior dos desconfiados. Agora arrependo-me...
Mas que isto é bonito é, não venham cá dizer-me que ando lamechas.
2.9.07
Radiohead - Bullet Proof ... I Wish I Was
Mais outra que me deixa para lá de mim. Do mesmo álbum, The Bends, da fabulosa Fake Plastic Trees. Esta não lhe fica atrás, pelo contrário, anda uns passinhos à frente na minha escala de preferência (escala de preferência é bom e nunca tinha escrito).
Obs: o vídeo não é o oficial porque, vá lá saber-se porquê, o respectivo proprietário não o deixa blogar (mais uma virgem para mim, isto hoje está a correr bem).
Um dia bem mais produtivo.
31.8.07
Jeff Buckley - Lover , You Should've Come Over
Aqui está outra das melhores mousses de maracujá que jamais absorvi. Especialmente porque é um pequeno resumo do ponto em quem está a minha vida – “too young to hold on and too old to just break free and run” – do que foi o meu passado mais pessimista – “sometimes a man must awake to find that really, he has no-one” – e daquilo que um dia vou segredar à mulher que gostaria de fazer feliz – “my kingdom for a kiss upon her shoulder”, “all my riches for her smiles when I slept so soft against her”, “all my blood for the sweetness of her laughter”, “she’s the tear that hangs inside my soul forever”. Sim, que ainda acredito nessas coisas do amor, apesar de tudo.
30.8.07
Radiohead - Fake Plastic Trees
Eis algo que me deixa como que ligeiramente perto de atingir um orgasmo. Aliás, a partir de agora vou passar a colocar aqui todos os temas que me provocam tal estado emocional. Não é que os que ‘postei’ até agora não mexam muito comigo, mas adicionarei só aqueles que me fazem passar para lá da normalidade. Pensei até baptizar a rubrica, o que eu gosto de rubricas, mas não me lembrei de um nome menos óbvio do que: "as músicas da minha vida", que é parolo que chegue. Por isso, decidi-me por "As melhores mousses de maracujá que jamais absorvi". É estúpido, eu sei, mas eu também sou um bocadinho. Fica a homenagem à minha sobremesa favorita. Eis a primeira.

29.8.07
Mariza - Há uma música do povo
Arrebatador!!! É só isto que me apraz dizer do concerto da (grande) Mariza a que tive a sorte de assistir. Pena o som não ser grande coisa. Mas ela é muuuito boa ao vivo. Prova disso foi ter subido três vezes ao palco para se despedir do público e ter sido aplaudida outras tantas de pé durante quase dez minutos. Quer dizer muita coisa, não quer?
Há uma musica do Povo,
Nem sei dizer se é um Fado –
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado…
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser…
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver…
Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção…
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração…
Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido…
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!
(poema de Fernando Pessoa)
27.8.07

Cá vai a posta do teu berloque:
"Uma bela conversa a meio da tarde no msn sobre essa coisa tão séria que é Deus. Ou deus. Obrigada, Pedro.
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
falando a sério, acho q entrei numa fase em q procuro orientação nesse sentido.... sou agnóstico e n sei em q raio de força superior hei-de acreditar
Rute diz:
acredita em mim. eu sou de confiança
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
deusa rute?
Rute diz:
menina rute está bom. por ser para ti, Rute
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
obg. chamar-te deusa era chato....
Rute diz:
falando a sério. (vais começar tu a avacalhar)
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
n vou, chuta
Rute diz:
eu tive uma educação católica, tive que levar com a treta das missas ao domingo quando andava na catequese
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
tb passei por isso
Rute diz:
ia para a catequese porque os amigalhaços eram porreiros e as festas de Natal eram fexes
Rute diz:
fiz a catequese por isso. se me perguntares o que aprendi: NADA. não me lembro de um único ensinamento. sobre essa força superior, eu sinto que ela existe. não sinto que seja um Deus do antigo testamento, um Deus castigador. acredito que há uma força boa que me move e que me guia. e consegui atingir um estágio bom na minha vida e que me tranquiliza que é saber que o que acontece tem que acontecer. não vale a pena o: "e se eu tivesse ido por ali". não, era este o caminho que eu tinha que seguir, era isto que tinha que acontecer.nada de padres, nem religiões, nem seitas, nem medalhas ou pulseiras com santos
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
eu tb andei na catequese e confesso q n aprendi nada.. aquilo era tudo imposto. dps passei por uma fase em q n acreditava em absolutamente nada...até q cheguei à conclusão q devo ser agnóstico.... n acredito em deus, mas n excluo a possibilidade da existencia de uma força superior. agora só gostava de perceber qual é essa força.
Rute diz:
não sei. chama-lhe Deus. mas chama-lhe o teu Deus que te pôs numa família boa, que te tornou uma pessoa boa, cheia de bons adjectivos. sei lá. deixa-o estar lá. eu não preciso muito dele, mas não o mando embora. está num cantinho da minha mercearia mental.
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
é um bocado como eu.. só n sei se lhe chamarei deus. mas é como tu dizes... n preciso mto dele mas n o excluo
Rute diz:
é como o cremor tártaro ou o bicarbonato de sódio. compro porque de vez em quando faço sconnes. dá-me confiança saber que o tenho lá.
Pedro (sem tempo nem paciência para escrever mensagens estúpidas neste espaço) diz:
é como eu com o chá de menta"
Por falar em ok, houve uma certa pessoa, por acaso (ou talvez não) especial para mim, que perguntou por que utilizava tantas vezes esta expressão. Ora aí está um belo assunto para me debruçar. Não posso é dobrar-me muito porque senão ficam a doer-me as costas. Prometo que um dia te digo porquê. Mas só pessoalmente, seja para a semana ou daqui a anos. Isto e muito mais, algumas coisas sabes bem o quê. Entretanto vamos falando, que só a tua voz me faz sentir como não sentia há muito. És uma querida.
Ah, e nunca te esqueças daquilo que não me canso de te repetir. Aluada.
Enfim, delírios...
23.8.07
Ou é Alzheimer ou o meu cérebro já não é o que era.
E voltei a esquecer-me onde coloquei o fósforo, o que é uma chatice.

Anda meio Portugal embeiçado por esta mulher ainda não percebi bem porquê. É feia, digo eu, mesmo correndo o risco vir a ser acusado de ser gay. E não tem classe, pelo contrário: o ar dela varia entre o de uma peixeira com o buço mal rapado e o de uma burra ingénua a quem só falta ser loura. Além disso, os seios são desproporcionais ao resto do corpo, problema, aliás, que aflige grande parte das portuguesas e que daria um bom tema de discussão. Mas agora não tenho tempo.
Pronto, ficou a minha opinião sobre a Soraia Chaves. Vou continuar a sonhar com o Paulo Pires.
