18.7.07

Bom, não me alongando muito porque o tempo é escasso e isto não tem acentos e outras particularidades, cá vão as minhas primeiras impressoes das férias.
A viagem que me levou ate Riga durou qualquer coisa como dezoito horas. Podia ter ido até à outra ponta dos Estados Unidos, por exemplo, o que até nem teria sido mau. Só que não foi bem isso que aconteceu. Um atraso da TAP fez com quem pusesse aqui os pés após uma eternidade passada em filas para tentar resolver uma situacão que não foi provocada por mim. Resumindo, voei do Porto para Lisboa, até aqui tudo bem, de Lisboa para Frankurt, o tal atraso de quase uma hora que me foi fatal, e posteriormente tive de fazer mais um voo suplementar porque perdi o que teria de me levar de Frankfurt a Riga. Ou seja, lá tive que me desenrascar entre Frankfurt e Berlim, pelo menos deu para conhecer a capital alemã pelo ar, e daqui, finalmente, para Riga. Cheguei todo partido e todo partido continuo porque tenho andado a pé como um tolo a correr Riga, uma cidade classica qb, bem cuidada, relativamente barata e com varios pontos assaz interessantes. Sexta, vou a Vilnius, na Lituânia, e até lá espero continuar a beber tanta cerveja como ate aqui tenho bebido. Meio litro de cada vez, porque o calor é muito e o preço bastante em conta. E ficar desidratado é um risco que não pretendo correr.

16.7.07

É você - Tribalistas

Enquanto espero o táxi que me transportará ao aeroporto, ouço a música de que mais vou ter saudades nas próximas semanas. Vá se lá saber porquê. Quer dizer, há quem saiba. Mas é um segredo só nosso.

Amigos, companheiros, camaradas, palhaços, povo em geral. Serve a presente mensagem para informar que a partir deste momento estou de férias. Isso mesmo, moinice total, preguiça absoluta e tudo o que há de bom no reino do ócio.
Daqui a poucas horas parto para Riga, assim a TAP o permita.
Prometo dar notícias. Isto se me entender com os computadores do Báltico e os preços de acesso à internet me agradarem. E, pormenor importante, se não tiver um desastre aéreo que me corte as asas da vida, o que agora não me dava muito jeito até porque a viagem está mais que paga e seria dinheiro deitado ao lixo.
De qualquer forma, se me mantiver calado durante as próximas duas semanas é favor ligarem para os hospitais de Riga e/ou Tallin, os números de telefone podem ser encontrados na internet.
Obrigado, com licença e boas férias para mim que bem mereço, digo eu.

15.7.07

Tallinn - Estonia

As malas estão prontas, há qualquer coisa que me esqueci mas não quero saber o quê, há ansiedade, há nervoso do desconhecido e vontade de lhe abrir os braços também, há planos que vão sair completamente ao lado, há cenários antecipados. E há saudades tuas. Já.

Riga - Latvia

As malas estão prontas, há qualquer coisa que me esqueci mas não quero saber o quê, há ansiedade, há nervoso do desconhecido e vontade de lhe abrir os braços também, há planos que vão sair completamente ao lado, há cenários antecipados. E há saudades tuas. Já.

13.7.07

Por falar em Natália Correia, há um poema dela que eu aprecio e com o qual quase me identifico totalmente.
Chama-se "Creio nos anjos que andam pelo mundo" e consta do seguinte:

Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio nos amores lunares com piano ao fundo
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes.

Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas
Na ocupação do mundo pelas rosas
Creio que o Amor tem asas de ouro. Ámen.

Bonito, não é?
O tema de base de um estúpido programa de televisão era hoje o seguinte: "como vêem os portugueses as praias de nudismo?". Para mim, a resposta é muito simples: "de olhos arregalados, pois então". Mas não, durante uma hora, convidados em estúdio e telespectadores interessados em dar a sua opinião irrelevante discutiram o assunto com uma profundidade tal que parecia estar em causa o futuro do país e até da humanidade. Só faltou citarem Hegel e lerem um poema da Natália Correia para aquilo ficar ainda mais entusiasmante.

Isto é que é a globalização na sua forma mais simples e pura. As meninas são húngaras e cantam Mary Cristo, dos Tribalistas, num português com um sotaque delicioso. Aposto que não perceberam uma só palavra que soltaram da boca. Aliás, gostei quando disseram qualquer coisa como "passarinho jalabade, tassa nu toto ta no". Não entendi patavina, mas deu para ver que se divertiram à grande. E eu também.

Especialistas, pelo menos assumem-se como tal, dizem que os tímidos são mais propensos a sofrer ataques cardíacos. É bom saber que me querem tão mal. Sim, que mora em mim um homem que ruboresce com certa facilidade, portanto alguém a quem está prometido um enfarte um dia destes, segundo a douta opinião dos autores do estudo. Já não bastava fumar, embora cada vez menos, e comer bem pior do que devia e agora vêm estes senhores contribuir para que me transforme num candidato à morte certa por traição coronária só porque não sou um daqueles tipos que chega onde for e começa a falar com toda a gente como se não houvesse amanhã. Irra, que não há quem não me deixe em paz...

11.7.07

Reparei hoje que me nasceram mais uns três ou quatro cabelos brancos. Isolados, praticamente não se notam. Mas eu atribuo-lhes importância. Das duas uma, ou estou a ficar um velho decrépito ou a caminho de me assemelhar ao George Clooney.
Como tenho os pés assentes no chão, alinho pela primeira possibilidade.
Ainda pensei afogar-me numa garrafa de vodka ou atirar-me de uma ponte, só que não gosto de vodka e tenho vertigens. Por isso, prefiro encarar esta nova fase com um sorriso de naturalidade.
Para soltar mágoas escondidas, soltei a famigerada expressão "quando era novo" à primeira oportunidade. E senti-me verdadeiramente um trintão maduro.
Um bocadinho parvo, também. Mas vida sem parvoíce boa não é vida.

10.7.07

Daqui a uma semana, estarei em Riga a curtir a minha primeira madrugada de férias. A dormir, mais que provavelmente, porque terei que me levantar cedíssimo para apanhar a primeira das três ligações aéreas que me farão o favor de lá levar – ficou mais barato, sim, mas vai ser uma canseira.
Como duas delas serão asseguradas pela TAP, há qualquer coisa que me diz que as grandes emoções vão começar num abrir e fechar de olhos. Talvez percam as minhas malas ou os voos se atrasem. Ou então têm outra surpresa na manga que prefiro nem sequer pensar qual será. Mas qualquer coisa hão-de fazer para que me lembre deles quando um dia tiver que inventar umas estórias para contar aos netos.
Só peço é uma coisa: não sentem a meu lado uma velhinha com medo de voar que na descolagem agarre a minha mão enquanto reza o terço em voz alta.
Já agora, também gostaria que um tipo da Al-Qaeda não rebentasse no interior do aparelho. Se tiver que morrer que seja com dignidade e não desfeito em pedacinhos mais pequenos que areia.

8.7.07

Jorge Palma - Encosta-te a Mim

Tardou mas chegou. O GRANDE Jorge Palma está de regresso. Já não era sem tempo. São pedaços destes que me fazem feliz. As tais coisas simples da vida que sabem tão bem.

"Tudo o que vi, estou a partilhar contigo.
O que não vivi, hei-de inventar contigo".


Os locutores de rádio que apresentam programas depois da meia-noite devem padecer de algum distúrbio de personalidade. Só isso explica que debitem frases sem sentido num tom de voz que convida ao suicídio de alguém ligeiramente, mas apenas muito ligeiramente, depressivo. O que, felizmente, não é o meu caso, senão acho que já tinha cortado os pulsos ou engolido uma embalagem de Valium ao som de expressões inócuas como: "caminhe comigo nas profundezas das estrelas", "acompanhe-me nesta imensidão de negro"ou "só eu e o você no éter da noite".
Eles disseram mesmo isto, eu ouvi.
Ao mesmo tempo que tentava decifrar estes enigmas, lembrei-me a desoras que estava a passar na RTP2 o grandioso "Antes do Amanhecer". Já não fui a tempo de o apanhar. Por um lado, ainda bem. Corria o risco de me emocionar mais que o recomendável com a história bonita daqueles dois. Tenho andado muito vulnerável nos últimos tempos.

7.7.07

Radiohead - Fake Plastic Trees

Hoje foi o meu dia Radiohead. Em casa e no carro, sobretudo no carro. Isto é tão bom que até dei uma volta cinco vezes maior do que o costume no regresso do trabalho só para acabar de ouvir o "The Bends" até ao fim. Por falar nisso, amanhã tenho que meter gasolina. Enfim, sabem-me bem estes pequenos momentos em que a lucidez fica para trás. Apesar do preço do combustível.

Os benfiquistas têm boas razões para andarem preocupados. Se o clube for comprado pelos chineses não vai durar muito mais tempo. Basta uma inspecção da ASAE e era uma vez.

6.7.07

Marisa Monte

A primeira música do dia. Soube tão bem ouvi-la!





Falta pouco mais de uma semana para o início das minhas férias mais planeadas de sempre. Depois vai sair tudo ao contrário, mas isso agora não interessa nada. O que sei é que já começo a sentir aquele nervoso miudinho, aquela ansiedade, aquela sensação de que os dias passam mais lentamente do que gostaria. Até frio no estômago. Só que isso deve ser outra coisa.

Let''s come together, pede a UE. Bute!

Eu achei a ideia bem sacada. Não seria certamente com imagens de filmes do Manoel de Oliveira ou do João Botelho que a UE conseguiria chamar a atenção para o bom cinema que se faz na Europa. Por isso, let´s come together. E que se lixem os puristas e conservadores. O que eles querem sei eu...

5.7.07

Economia para aqui, economia para ali, economia para trás, economia para a frente, economia sempre. Foi esta a tónica dos discursos de Lula da Silva e José Sócrates durante a cimeira União Europeia/Brasil que se realizou em Lisboa.
Questões culturais, zero.
Reforço dos laços de irmandade, zero.
Divulgação da língua portuguesa, zero.
Elogios aos brasileiros que aqui se matam a trabalhar, zero.
Interessa é captar investimento. Para gerar mais postos de trabalho, admito que sim, mas também para engordar os bolsos dos ficam sempre a ganhar quando se lhes abre as portas de um país com mão-de-obra que pode ser facilmente explorada. E tanto faz ser no Brasil, na Índia ou no Uganda. Interessa é apostar onde o lucro foi mais tentador. No dia em que o deixar de ser, mais portas se abrirão noutras paragens onde há gente com fome e governos apenas interessados em atrair capital.
A globalização é isto. Para mal dos nossos pecados.
O pior imbecil é aquele que julga que todos os outros são imbecis. Não sei quem disse isto mas está de parabéns, acertou em cheio. Puta de vidinha medíocre que alguns têm e insistem em vender aos outros.
É assim tão difícil sorrir com as coisas simples da vida?

4.7.07

Ai, que sou uma jogadora tão maluca!



O Benfica conseguiu, finalmente, encontrar um equipamento tão másculo como o Nuno Gomes e o Simão Sabrosa. Os calções serão substituídos por lindas saias de folhos que farão corar de inveja qualquer travesti que se preze. Quanto às chuteiras, está a ser ponderado o uso de salto agulha. E o patrocínio será da Opus Gay ou da ILGA, assim a Liga o aprove.

3.7.07

Toquinho - Aquarela

Tinha uns 14 anos quando descobri este tesouro. Ainda hoje me toca fundo. Sinal que ainda tenho alguma coisa de bom do passado que começa a ser cada vez mais lá atrás.

Elis Regina e Tom Jobim - Águas de Março

São as águas de Março fechando o Verão;
É promessa de vida no teu coração.

2.7.07

Taxista: "Então, estamos no Verão ou no Inverno?"
Eu: "Não sei... Talvez no Outuno"
Taxista: "O 25 de Abril levou tudo. Até o tempo já não é o que era"
Olho para o homem de lado e calo-me. Nunca mais abri a boca durante a viagem.
Apetecia-me, contudo, ter-lhe dito qualquer coisa do género:
"O senhor cheira tanto a suor que parece um porco a caminho do matadouro. Aliás, os porcos, coitadinhos, emanam um odor corporal bem mais agradável que o seu. Mas compreendo-o. Depois do 25 de Abril, o sabão para arrancar sarro é bem mais difícil de encontrar no mercado. Maldito Salgueiro Maia".

1.7.07

Portugal estará à frente da União Europeia nos próximos seis meses.
Em 2000, durante a última presidência, cobri uma cimeira realizada em Santa Maria da Feira que, além das apertadíssimas medidas de segurança, ficou-me na memória por ter conhecido camaradas de outros países e com eles ter travado belas e longas conversas. Sobretudo com um luxemburguês com um nome estranhíssimo, amante de vinho e do futebol português. Sim, que de política europeia percebia quase nada.
Também apreciei quando um dinarmaquês com ar de avozinho sobressaltou o centro de imprensa ao entrar num site de gajas com o volume do computador no máximo. Gemidos altamente pornográficos inundaram sonoramente a sala enquanto o senhor, vermelho como um pimento, tentava encontrar maneira de desligar as colunas.
Ah, e também posso dizer que urinei ao lado do Romano Prodi. Ou melhor, ele é que deve andar por Itália a gabar-se de ter partilhado comigo os lavabos. Ainda estive para lhe sacar uma entrevista. Mas não costumo levar bloco e gravador quando me vou aliviar.

30.6.07

Confesso que o Verão me faz sentir feliz. Uma felcidade tal, que só não me atiro de uma ponte por pudor. Aprecio bastante o frio, o vento a bater nas costas, a chuva fininha a molhar o cabelo, os casacos de malha, as camisolas para o que der e vier, as noites fresquinhas, enfim... Mas, sobretudo, dá-me gozo ver as pessoas a curtirem a estação com o mesmo fulgor de sempre, o dos tempos em que Verão com temperaturas abaixo dos 30 graus não era Verão. Ou está tudo tolo, ou estou a necessitar de internamento psiquiátrico por ser o único que anda na rua a tiritar.

Estrella Morente

Eu via-a tocar isto ao vivo. E gostei. Muito. Dela e dos músicos. Pena ter durado pouco o concerto. Ainda pensei que depois da explosão da senhora no final, quando cantou o Volver quase no meio do público, ainda quisesse continuar mais um pouco. Mas compreendo-a. Estava frio. E a mim já me doíam as costas.

29.6.07

Djavan

Gosto daquela falsa tranquilidade em palco. Como quem cospe fogo com um sorriso de desculpa. Isto é tão... sei lá. Dá para gelar o estômago, é o que é.

PS: o moço podia regressar a Portugal em breve. Não era má ideia, não senhor.

28.6.07

Ive Mendes, que bom!

Encontrei finalmente no You Tube um vídeo com uma música da grande, e não estou a falar simplesmente do tamanho dos seios (!), Ive Mendes.
Cool, muito cool.
Nem parece brasileira.

Menos férias?
Mais horas de trabalho?
Critérios arbitrários para despedimentos?
E é o Governo socialista...
Tivesse a direita no poder e proporia o quê? A execução sumária dos trabalhadores que não cumprissem os critérios do patrão?
País de merda.
Não há ninguém que me queira tirar daqui e levar para onde se viva decentemente e haja respeito pelas pessoas? Ou isso não existe e eu é que sou muito ingénuo?

27.6.07

Eis como se termina de forma primorosa um dia cansativo de trabalho. Pés descalços no chão, um bom vinho tinto no copo, e a 9ª Sinfonia de Beethoven colada aos ouvidos.
Pronto, já posso ir dormir. O sono será tranquilo, tenho a certeza.
Gosto das surpresas da vida.
Não gosto é quando elas trazem um "mas" que pode estragar tudo.

Como eles cantam, e lindamente, "na vida só resta seguir um risco, um passo, um gesto rio afora".
E encolher os ombros à espera que o destino nos faça um carinho na face quando menos esperamos, acrescento eu.

26.6.07

E outro sketch que fica apenas um passinho atrás do "Eu é mais bolos".

O sketch mais perfeito de sempre de Herman José

Já tinha percebido que a oposição é tão má ou pior que o Governo. Mas pedir um referendo sobre um tratado da União Europeia cujos contornos são apenas conhecidos por alto, que nem completo está e que não se sabe ainda em que termos será concluído, não é sinal de incompetência. É senilidade democrática, mesmo.

25.6.07

Uma mulher que fornica com centenas de gajos, com animais, com seres da mais variada espécie e feitio, e chega aos cinquenta e muitos anos sem uma única ruga na face, é digna de admiração. Portuguesas, já sabem. Se querem preservar a tez intacta, só têm um remédio: façam como a Cicciolina.
Só no Porto é que isto podia acontecer. Um tipo aproveitou a noite de São João para assaltar um banco em pleno centro da cidade quando na rua passavam centenas de foliões e polícias havia às dezenas. Gosto de pessoas assim, que arriscam tudo sem pensar nas consequências. Mostram coragem, arrojo e estupidez. E fazem rir os outros. É por isso que aprecio tanto o Mário Lino.
Se em Lisboa há 12 candidatos à Câmara, quantos haverá nas próximas autárquicas em São Paulo: 1240?

24.6.07

Estrella Morente

Já cá canta o bilhete. Sexta, 22h00, Casa da Música. E só cinco euros. Olé!

Nick Cave

Lindo. Não sei o que dizer mais.

22.6.07

Pastoral dos Cuidados na Estrada, versão Portugal
Determina o Vaticano que:

1) Ultrapassarás pela direita apenas 10 veículos por dia.

2) Não entrarás em contramão nas auto-estradas a não ser que estejas acompanhado por um padre apressado.

3) Não emborcarás mais do que 1,5 litros de vinho tinto antes de te sentares ao volante.

4) Não terás relações sexuais com preservativo enquanto diriges.

5) Estamparás o teu automóvel contra todas as clínicas que praticam o aborto.

6) Buzinarás apenas aos não católicos que contigo se cruzarem.

7) Apoiarás a ideia sugerida por uma freira que queira circular a mais de 180 quilómetros/hora numa estrada municipal.

8) Apenas poderás elevar o som do auto-rádio quando de lá emanarem melodias iguais ou semelhantes às distintamente gravadas pelo Padre Borga.

9) Serás responsável ao ponto de conduzires com uma Bíblia entre as pernas, o terço na mão direita e uma imagem de um santo à tua escolha na esquerda.

10) Espalharás estas palavras quando estiveres parado em semáforos, encostado à berma ou a entabular conversa com prostitutas de estrada.

21.6.07

O serial-killer de Santa Comba Dão olhou ontem para mim de esguelha e com ar de poucos amigos. Na altura, não liguei nenhuma. Mas depois comecei a pensar que não é nada bom ser o alvo visual de um tarado. Por isso, deixo uma sentida mensagem pessoal ao cabo Costa. No caso de o senhor sair da cadeia nos próximos anos, o que é provável tendo em conta o nosso sistema judicial, e pensar então assassinar-me, pode fazê-lo à vontade. A sério, esfaqueie-me com jeitinho, aperte-me o pescoço, dê-me dois tiros no abdómen, qualquer coisa assim muito violenta. Agora, que não lhe passe pela ideia abusar sexualmente de mim antes ou durante a consumação do homicídio. Isso não vou admitir.

17.6.07

Gostava de ser deputado para ter o prazer de subir, por uma vez que fosse, ao púlpito e dizer certas expressões como "os portugueses têm que saber", "o senhor deputado não me interrompa, por favor", "leiam os dossiês antes de falarem de cor, senhores deputados", "sr. presidente, o meu tempo está a esgotar-se e não consigo terminar o meu discurso com estas constantes e irritantes interrupções", etc... No final, faria um manguito ao Paulo Portas e correria nu pelo hemiciclo, só para aumentar as audiências do Canal Parlamento.

16.6.07

Tiny Tears - Tindersticks

Tiny tears make up an ocean
Tiny tears make up a sea
Let them pour out, pour out all over
Dont let them pour all over me

14.6.07

Ai, Natalie, Natalie...

Puxa, que a menina é tão linda, tão fofa, tão tudo. Por acaso, ninguém sabe quem lhe pode fazer chegar o recado de que há um tipo barbudo e com uma barriguinha não muito apelativa que a pode fazer feliz apesar de todas estas contrariedades corporais?

Tindersticks - Traveling Light

Tão delicadinho, tão bonitinho, tão bom.

Agora que Vítor Baía oficializou o fim da carreira, só me apetece dizer-lhe uma coisa: obrigado por tudo!


Pena foi que tal tivesse acontecido um dia depois de Pinto da Costa ter sido formalmente acusado de corrupção no célebre jogo FC Porto-Estrela da Amadora. Para quem não se lembra, aquando do desafio o FCP era treinado por José Mourinho, tinha uma imensidão de pontos de vantagem em relação ao segundo classificado e o Estrela seguia destacadíssimo no último lugar. Das duas uma, ou isto é tudo mentira, ou Pinto da Costa ofereceu mesmo dinheiro e gajas ao árbitro, o que prova a sua senilidade – sim, porque comprar um árbitro para ganhar ao último não cabe na cabeça de ninguém minimamente inteligente. Eu alinho mais pela segunda hipótese.

12.6.07

Primeiro, para quê um aeroporto em Lisboa?
Segundo, porquê de raiz?
Terceiro, por que não aproveitar o actual e reabilitar uma ou mais base aéreas nas imediações da cidade?
Quarto, para que vai servir o novo aeroporto de Beja, não seria de o rentabilizar como uma das duas ou três pistas de apoio à Portela?
Quinto, com menos de 10 por cento do que se prevê gastar no aeroporto seria possível reabilitar as linhas ferroviárias que começaram a ser destruídas nos governos Cavaco e que fazem cada vez mais falta às populações, sobretudo, do interior.
Sexto, com metade dessa verba astronómica seria também possível recuperar centros de saúde e hospitais decrépitos e/ou encerrados há anos. E ainda sobrava dinheiro.
Sétimo, será complicado o Governo perceber que o segredo do nosso atraso não está na falta de acesso aéreo condigno a Lisboa mas sim na gritante desproporção entre a capital e o resto do país?
Oitavo, por que será que não se criam incentivos fiscais para a criação de novos empregos no interior?
Nono, não será estúpido um país pequeno como o nosso concentrar grande parte da riqueza em Lisboa?
Décimo, Mário Lino é um idiota.

10.6.07

Regina Spektor

Por falar em férias... Esta é a menina que me tem acompanhado quase sempre. Uma querida. Faz-me lembrar a enfermeira, linda, do "Adeus, Lenine". Russas é o que dá. Ou são matronas ou um doce.

Porreiro, porreiro, é estar de férias e implorar que os dias passem rápido para que daqui a um mês possa entrar de férias novamente e fazer o que ando a planear há semanas. Isto, se os senhores do Registo Civil se despacharem a entregar-me o Bilhete de Identidade que renovei em Março e que era suposto estar pronto há mais que muito. Caso contrário, a diplomacia lusa vai ter que resolver outro problema de um compatriota nos países bálticos.

9.6.07

Portugal tem o pior sistema de saúde da Europa, que vai passar a ser o mais caro, a gasolina com o preço mais elevado, os bancos mais chulos, uma lei do trabalho que apenas olha os interesses do patronato, ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, um sistema fiscal implacável para a classe média, se é que ela ainda existe, e permissiva para com os que mais têm, sucessivos governos que aplicam medidas liberais sem olhar para as reais condições da grande maioria da população, etc e tal. E um povo passivo que merece o que tem porque nada faz para se rebelar contra os quem os fode constantemente. Por isso, ao invés de fazerem pela vidinha e lutarem pelos seus direitos, os portugueses cochicham pelos cantos que é preciso um novo Salazar. No fundo, é disso que gostam. De alguém com mão de ferro que lhes guie o caminho. Porque o que está nos genes tugas é a aquiescência e o servilismo, infelizmente.
Mantorras escreveu um livro. Ou melhor, escreveram um livro por ele. Os autores tiveram bastantes dificuldades para encontrar testemunhos sobre a vida do jogador angolano do Benfica. Mas descobriram dados interessantes sobre a sua participação na guerra contra o império português ao serviço da FNLA. E mais espantados ficaram quando deram conta que Holden Roberto o tratava carinhosamente como o 'mano mais velho'.

6.6.07

Apetecia-me usar brinco na orelha ou um piercing na sobrancelha. Temo é ficar ainda mais ridículo do que já sou.
Gostava de ser empresário de futebol ou chulo. Só que os cachuchos nunca me ficaram bem e gel a mais no cabelo provoca-me caspa. Além disso, não tenciono deixar crescer a unha do mindinho nem usar voltas de ouro com a imagem de Nossa Senhora. Sapatos de sola também não me agradam, tal como camisas abertas até ao umbigo. Além disso, detesto mulheres que tresandam a perfume e vestem roupas ridículas para a respectiva compleição física. E, basicamente, não tenho jeito para negócios. Ainda acabava por vender o Cristiano Ronaldo ao Sedan por 500 mil euros e deixava que uma minha subordinada me entregasse somente cinco por cento do rendimento nocturno e ficasse com o resto para ela. Por isso é que nunca vou ser rico.
De Santa Comba Dão nunca vem boa coisa. Depois de um ditador bafiento, eis que surge um serial killer. O que se seguirá: um elefante com cinco patas que fala e faz bolhinhas com a tromba enquanto recita toda a discografia do Roberto Leal? Ou um advogado que ameaça colocar o país na ordem nem que para isso tenha que matar todas as raparigas que aparecem em casa depois das dez da noite só para lhe chamar a atenção e não sem antes manter com elas relações sexuais para as ditas irem para o céu aconchegadinhas?
Só para terminar....
Aos 20 anos sentia que a vida era eterna, aos 30 parece que a morte está cada vez mais perto.
E pronto, acabaram-se os considerandos.
O Banco de Portugal veio dizer que os lucros dos bancos aumentam com o constante endividamento dos clientes. Vítor Constâncio deve ter tirado uma pós-graduação para chegar a esta brilhante conclusão. Ou então tem andado distraído.
Atenas em estado de sítio. Desde que foi anunciada a contratação de José Peseiro para treinador do Panathinaikos, ou lá como esta coisa se escreve, cerca de mil adeptos deste emblema grego tentaram o suicídio. Outros mil ofereceram-se para explodir na sala de imprensa quando Peseiro dirigir as primeiras palavras à comunicação social. A bem do futuro do clube, alegaram.

1.6.07

Cansei de ser Sexy - Bezzi (live)

São brasileiros, novinhos e muuuito loucos. Eu já virei freguês.

31.5.07

Jimi Hendrix - Fire

30 anos....
Estou a caminhar para velho, porra.

30.5.07

Pontes de Madison County

"I was wrong to stay but i can´t go"

- Aos 20 anos era um tipo idealista, revolucionário e crente no homem político. Aos 30 sou realista e deixei de acreditar nos políticos ao perceber que o poder, seja praticado por quem for e em que sistema for, é sempre corrupto.

- Aos 20 anos tinha consideração por toda a gente, mesmo por aqueles que sabia que à mínima hipótese me espetariam um facalhão nas costas. Aos 30 sei o que é sentir nojo de alguém sem me culpar por isso.

- Aos 20 anos havia quem gostasse do meu sentido de humor. Aos 30 anos sinto que o meu humor está cada vez mais negro, o que até me agrada, e marimbo-me para o que os outros pensam sobre o que digo.

- Aos 20 anos fazia primeiro e pensava depois, quase sempre. Aos 30 penso antes, até de mais, e só depois faço.

- Aos 20 anos adorava cinema. Aos 30 continuo a adorar.

- Aos 20 anos não conseguia passar um dia sem ouvir música. Aos 30 a coisa piorou, chegando ao ponto de me sentir esquisito quando estou em casa sem ouvir nada de interessante.

- Aos 20 anos fumava meia dúzia de cigarros por dia e um maço de Marlboro custava nem 300 paus. Aos 30 espero deixar de fumar o mais depressa possível e um Marlboro custa mais do dobro.

- Aos 20 anos ainda não tinha carta de condução. Aos 30 adoro conduzir, é das coisas que mais me dá prazer.

- Aos 20 anos gostava de estar com amigos e família mas precisava sempre do meu espaço para me encontrar comigo sem melindrar os outros. Aos 30 sinto exactamente o mesmo e acho que vou morrer assim, seja daqui a cinco minutos, seja daqui a meio século.

- Aos 20 anos queixavam-se que não abria para ninguém o que vai cá dentro. Aos 30 idem aspas.

- Aos 20 anos dizia que queria correr mundo. Aos 30 continuo a dizer o mesmo; sou mais viajado um bocado mas falta-me dinheiro e tempo para fazer o que queria.

- Aos 20 anos idealizava que queria ser feliz mas tinha a certeza que ainda não tinha encontrado a felicidade plena. Aos 30 sei que isso não existe; tento tirar da vida momentos felizes e aproveito-os ao máximo antes que a infelicidade bata novamente à porta, o que é inevitável e continuará a ser.

(to be continued)

28.5.07

- Aos 20 anos era alto, magro e parvo. Aos 30, continuo a marcar,1,85 metros no bilhete de identidade, a gordura abdominal está um pouco acima da conta e a parvoíce mantém-se.

- Aos 20 anos devorava jornais e sonhava trabalhar num. Aos 30, ainda os devoro, continuo também com a tara de os amarrotar antes de os ler, e já dois inscreveram o meu nome na ficha técnica.

- Aos 20 anos tinha todo o tempo para ler, dava-me um prazer dos diabos fazê-lo e era incapaz de conspurcar um livro com sublinhados ou marcas vincadas. Aos 30, o prazer é o mesmo, o tempo é que é mais escasso e os livros continuam a ser objectos sem mácula.

- Aos 20 anos queria fazer feliz a mulher que amava, e ela a mim, e viver uma vida feliz a dois. Aos 30, eu e a mulher que amava somos apenas bons amigos depois de uma história bonita que teve um final digno.

- Aos 20 anos achava que a minha irmã não cresceria e que nunca iríamos ter uma relação pacífica. Aos 30, ela é a minha melhor amiga, a confidente de desabafos que não tenho com mais ninguém e foi a parceira das melhores férias que até hoje tive o prazer de desfrutar.

Aos 20 anos tinha bons amigos, não muitos mas bons, e bastantes conhecidos a quem faltava um pedaço para subirem de degrau na minha consideração por eles. Aos 30, os conhecidos continuam a ser numerosos, cimentei amizades valiosas, construí outras também muito bonitas e tenho a certeza que se um dia precisar de ligar para alguém às três da manhã simplemente para falar sobre nada tenho a quem recorrer – e vice-versa para quem sabe que pode contar comigo.

- Aos 20 anos começava a lidar com hipocrisias, sacanices e merdices do género. Aos 30, simplesmente não tenho paciência para tais comportamentos.

- Aos 20 anos adorava toda a música que metesse guitarras e, sobretudo, onde se sentisse o trabalho do baixo. Aos 30, o baixo continua a ser essencial, as guitarras passaram a ser ligeiramente dispensáveis e comovo-me quando ouço o som do violino e/ou do piano a enfeitar harmonicamente uma melodia.

- Aos 20 anos tinha uma tentação danada pela Mónica Belucci. Aos 30, só me apetece fazer festinhas na barriga de alguém como a Natalie Portman, talvez influenciado pela figura da menina no "Closer".

- Aos 20 anos idolatrava o FC Porto e quase não falhava um jogo nas Antas. Aos 30, a minha paixão clubística é mais racional, se é que isto é possível, e são raras as vezes que ponho os pés no Dragão.

(to be continued...)

27.5.07

Há 20 anos foi assim...

Há canções que parecem arrancar da boca o que quero atirar cá para fora mas teima em não sair. Esta é uma delas. Especialmente quando diz isto:
"Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun and much too blind to see the damage he's done.
Sometimes a man must awake to find that really he has no-one"

A Vida é um Milagre

... com mais esta pérola do Kusturica. Fantástico.

Feios, Porcos e Maus

Há muito tempo que não me regalava tanto a ver televisão. Primeiro com "Feios Porcos e Maus". Louco. Depois...

25.5.07

Tindersticks - Dying Slowly

Perfeito para um tipo Gémeos, como eu, que ora está bem, ora no minuto seguinte se sente o pior gajo do mundo.

O que eu gostava de morar no Líbano. De sair para o trabalho com a incerteza de saber se no regresso a minha casa está intacta. De estar a almoçar ou jantar e um obus acertar direitinho na janela do quarto. De passear na rua e ver meia dúzia de gajos a agredirem-se à facada ou à mocada. De ver o vizinho do lado disparar tiros de morteiro em direcção ao prédio da frente. De ter como parceiros de café cristãos maronitas, ortodoxos e afins, e também muçulmanos de toda a espécie. De os ver entretidos a discutir futebol e gajas e, a meio da conversa, um deles atirar a matar só porque não concorda com o que os outros dizem. De assistir ao pôr do sol ao som do troar dos mísseis israelitas que caem no jardim do lado. De hesitar em matricular um filho numa escola do Hezbollah ou num colégio de freiras.
Portugal é mesmo uma pasmaceira, caramba.
Raul Solnado é o mandatário sénior da candidatura de António Costa. Ideias para os velhinhos é que, para já, são nenhumas, como confirmou o próprio Costa. Acho é que ele nem se devia preocupar com o assunto. Com o calor que vai estar em Julho, boa parte dos idosos alfacinhas estarão mortos. E os que sobreviverem evitarão sair de casa para não arriscarem um escaldão.

24.5.07

Dinamitar uma ponte, como sugeriu Almeida Santos, talvez não seja mau para espevitar a economia. Para além da Ota são precisas mais obras públicas de monta para o Estado criar empregos e amealhar algum. Uma ponte abaixo aqui, outra ponte abaixo acolá, e temos trabalho de reconstrução para muitos anos. Aliás, a ideia não é inédita. Foi experimentada com grande sucesso em Entre-os-Rios.

23.5.07

Dúvida premente. Haverá algum morador em Lisboa que ainda não tenha anunciado a candidatura à Câmara?
Um professor foi suspenso por ter dito uma graça sobre o primeiro-ministro, o que quer dizer que daqui para a frente há que começar a ter cuidado. Se todos os patrões resolverem imitar a DREN qualquer dia ninguém trabalha neste país.

Que fique no entanto bem expresso que defendo o despedimento de todos os que fazem piadas revisteiras no posto laboral, seja ele qual for. Sobretudo dos que falam em pepinos, tomates e marmelos e depois se riem sozinhos perante a estupefacção dos colegas. A esses, era encostá-los a uma parede e soltar-lhes 23 camelos com o cio.

Futebol Clube do Porto

Glórias de um grande clube. E razões para vários princípios de enfarte, também.

21.5.07

Eis a equipa ideal do FCP com jogadores que vi ao vivo

Guarda-Redes: Vítor Baía - com o Mlynarzick a ficar no banco
Defesa Direito: João Pinto - o capitão, broas mas grande jogador
Defesa Esquerdo: Inácio - o Nuno Valente também não era mau
Defesas Centrais: Aloísio - classe pura
Jorge Costa - outro grande capitão, só por isso ganha o lugar a Fernando Couto e a Ricardo Carvalho
Trinco: André - se tivesse jogado no Benfica teria direito uma estátua
Médios Centro - Deco - o jogador mais inteligente do Mundo
Madjer - não era médio centro mas tinha que o encaixar aqui de qualquer maneira
Avançados: Futre - com o Drulovic a segui-lo de perto
Jardel - no FCP não havia coca que o fizesse perder o sentido de baliza
Fernando Gomes - o bi-bota, um senhor

E tantos outros ficaram de fora....

20.5.07



Poooooorto! E mais nada!

19.5.07

Parece que os jornalistas ingleses encarregados de cobrir o desaparecimento da pequena Maddie iniciaram a debandada a caminho da pátria-mãe. Não é difícil perceber porquê. Já devem ter esgotado os stocks de cerveja nas redondezas de Lagos e os rapazes a água não se aguentam. Além disso, o Zezé Camarinha colocou um ponto final na carreira de gigolo para desilusão das enviadas da Sky, da BBC, Daily Mirror e demais 112 órgãos de comunicação. Lixados estão também os camaradas dos jornais regionais do Algarve que ganhavam uma pipa de massa por dia por passar informações e contactos aos bifes. Devem ter recebido numa semana o que geralmente auferem ao fim de um ano. Mas têm bom remédio. Pegam numa miúda britânica qualquer, escondem-na durante uns tempos e esperam que a sorte lhes bata à porta de novo.
Duas reflexões. Estúpidas, eu sei, mas próprias de um dia de calor – temperatura a mais afecta-me o cérebro.
1ª - Se por infortúnio do destino um surdo-mudo perder os braços, como é que depois vai comunicar?
2ª - Não é estranho que o aeroporto de Pedras Rubras tenha sido rebaptizado com o nome de um primeiro-ministro que perdeu a vida num acidente de aviação?
Acho que amanhã vou pela primeira vez votar nas eleições do FCP. Em branco, porque infelizmente não há oposição. Depois, recolherei a casa e esperarei pacientemente que o Sporting ganhe o campeonato. Porque um clube que desperdiça sete pontos de vantagem e espera pela última jornada para resolver as coisas não merece ser campeão. Custa-me dizer isto mas o FCP já não é o que era. E não me venham com as tangas das ajudas de árbitros e outras desculpas estúpidas. O que falta é mística e raça. É o que dá ser governado por um bando de mercenários.

17.5.07

Falei hoje com uma simpática jovem belga que está a promover a mais original promessa eleitoral de que ouvi falar. Diz ela que, para protestar contra os enfadonhos políticos locais, vai realizar fellatios a 40 mil pessoas. Isso mesmo, bobós a uma multidão. É só inscrever no site do partido, o NEE, e ela abre a boquinha para o prazer. Até corre mundo para satisfazer os pedidos, garante. Achei isto brilhante e tentador, embora cansativo para a senhora.
Mas não é que quando lhe liguei a primeira coisa que me disse foi qualquer coisa como isto: "Atenção que não há 'blowjobs' [broches, para bom entendedor] para ninguém!".
Ora bolas, com exemplares destes ainda querem que acreditemos nos políticos?

Ainda por cima, a rapariga é estudante de marketing. Começa bem, começa...

15.5.07

Tindersticks - Can We Start Again

Às vezes surpreendo-me a mim mesmo. Como é que consegui passar quase um ano sem ouvir isto?

A falta de nicotina está a dar cabo de Jesualdo Ferreira. Desde que deixou de fumar no banco que o FC Porto rolou encosta abaixo quase até ao abismo. Mais uma prova que o tabaco faz mesmo mal à saúde. Ainda bem que o Domingos e o Baía não padecem do vício. A próxima época será muito mais tranquila sem adição que lhes apoquente a capacidade profissional.
O líder do PNR, o tal que tem cara de debilóide e ideais igualmente mentecaptos, vai candidatar-se à Câmara de Lisboa. O lema de campanha está escolhido: "Não queremos pretos como o António Costa a governar a capital".

Irá também ser espalhado um cartaz com os seguintes dizeres: "Estão a gozar connosco? Não queremos monhés, muito menos um Negrão"

14.5.07

Grande Leixões! Esse sim, um clube fantástico com adeptos fantásticos também. Apesar de a maioria dos leixonenses ser anti-portista, eu gosto deles. Porque Matosinhos me diz muito. Foi lá que passei dos melhores anos da minha vida quando estudei na fabulosa Secundária Augusto Gomes, é lá que tenho bons amigos e é também que agora moro. Ou melhor, é lá que vou dormir, porque pouco tempo passo em casa. Aliás, a minha freguesia adoptiva também está de parabéns pois o grande Padroense conseguiu a proeza de subir à terceira divisão – mais uns anos e ganha a Champions!
Portanto, foi um fim-de-semana em cheio no que a alegrias futebolísticas diz respeito.
Quanto ao FC Porto é melhor não falar muito para não me chatear.
Viva o Xões!

12.5.07

Curtos considerandos a caminho dos 30 (faltam pouco mais de 15 dias)

1) Não me sinto velho, sinto-me mais maduro.

2) Tenho meia dúzia de cabelos brancos, o que não me assusta. Pode ser que fique grisalho como o meu pai, o que é até nem era má ideia. Gostava também de ter tanto juízo como ele, mas acho complicado.

3) A vida vai mais ou menos a meio e as expectativas da juventude estão ultrapassadas, pelo menos em parte. Apetecia-me mudar tudo de pernas para o ar. Só não sei por onde começar. Como escreveu José Régio: "Não sei para onde vou, sei que não vou por aí".

4) Irritam-me as pequenas falhas de memória que vou começando a ter.

5) Não me arrependo de nada do que fiz. Aprendi com os erros, enriqueci-me com o resto.

6) Assusta-me pensar que o meu prazo de validade começa a ficar ultrapassado na profissão que escolhi e que ainda me dá prazer exercer.

7) Não tenho paciência nem disposição para gente hipócrita e mal formada, logo as minhas possibilidades de futuramente arranjar um tacho em que ganhe bem e faça pouco estão praticamente reduzidas a zero.

8) Passarei a ter mais cuidado com a saúde. Mas acho que ainda não é desta que vou comprar outra bicicleta e inscrever-me num ginásio. Fico-me pelas caminhadas. Poucas mas aprazíveis.

9) Estou cada vez menos idealista. Mais realista.

10) Ainda tenho prazer pelas coisas simples da vida.

Saudosistas de todo o mundo, uni-vos.

11.5.07

Nick Cave - People Ain't no Good

E não é que o Nick Cave me tirou as palavras da boca?

O trailer é da "Guerra das Estrelas", que não aprecio por aí além, mas foi o melhor que se conseguiu arranjar. O You Tube é bom mas (ainda) não é perfeito.

Desculpem, estive a rever pela terceira vez o "Adeus Lenine" e deu-me para isto. Estava com saudades de ouvir o hino da RDA, que é lindo. Sem ironias.

Auferstanden aus Ruinen
Und der Zukunft zugewandt,
Laß uns dir zum Guten dienen,
Deutschland, einig Vaterland.
E por aí fora...

9.5.07

Miguel Sousa Tavares insurgiu-se contra a presença de crianças nos restaurantes e eu apoio-o totalmente. Também não gosto de partilhar as minhas refeições com putos aos berros, que arrotam à mesa para gáudio dos papás, choram até rebentarem os pulmões ou trauteiam desafinada e sonoramente as canções do Noddy e do Ruca. Além disso não estou a vê-las a apreciar convenientemente uma bela posta de bacalhau assado na brasa, um besugo grelhado ou arroz de tamboril. Já para não falar de um vinho tinto do Douro. Consolam-se facilmente com um bife com ovo a cavalo e uma coca-cola, o que equivale a dizer que estão a obrigar os pais a deitarem dinheiro ao lixo quando a vida está cara. Se ainda pagassem a conta no fim, mas nem para isso servem.

8.5.07

Estou a seguir com relativa distância todo o aparato que rodeia o misterioso desaparecimento da pequena Madeleine. No entanto, gostaria de deixar umas singelas sugestões aos investigadores.

Primeiro, os senhores já procuraram bem debaixo da cama da menina?

Segundo, há que não negligenciar a pista romena. Ela pode ter sido levada por um perigoso grupo de ciganos desse decrépito país de Leste. Por isso, toca a analisar bem todos os menores que se dedicam a tocar violino nos semáforos do Algarve . Ou a distribuir calendários de 1987. Se virem uma rapariguinha de olhos azuis e ligeiramente menos suja que as outras que a acompanham é bem provável que seja quem procuram. Se, além de tocar violino e/ou distribuir calendários, a criança em causa ostentar um cartaz em que proclama ter uma doença terminal e não possuir dinheiro para sustentar os quatro filhos, também eles com a saúde precária, então é caso para deter imediatamente os romenos que a exploram por publicidade enganosa.

Terceiro, os papás da Madeleine não a poderão ter deitado ao contentor do lixo após uma pesada noite de copos? Já se sabe que os britânicos reagem mal ao álcool e são propensos a tomar atitudes inimagináveis quando dominados por valores etílicos acima do recomendável.

Finalmente, uma palavra ao jornal 'The Sun'. Não é com manchetes em português que conseguem ajudar. Nem os ingleses percebem a nossa língua, nem os portugueses compram o 'The Sun' para saber novidades do caso. Para isso, têm o 24 Horas. Que, além de proporcionar uma leitura mais acessível, é mais barato e não possui jornalistas com ar de bêbado. Pelo menos os que eu conheço pessoalmente.

6.5.07

Hoje é Dia Mundial do Riso. Assim, com letra maiúscula. Alguém sabe dizer-me quando é o Dia Mundial dos Dias Estúpidos?
Sarkozy ganhou e o mundo está um bocadinho mais perigoso. Ele é que a verdadeira "racaille". Além disso, a Ségòlene, apesar de ser de plástico, tem muito mais charme. E umas ideias solidárias. Mas os franceses preferiram alguém que combata os vadios, mesmo que com os meios mais perversos, a quem se propunha lutar por um Estado mais social. Há que os respeitar. Em democracia, gostos não se discutem, aceitam-se.

Não deixa de ser curioso que Sarkozy venceu no mesmo dia em que Alberto João Jardim conquistou a enésima maioria absoluta. Independência para a Madeira, já!
Sete cigarros e uma cigarrilha depois, eis que consegui ultrapassar uma noite de copos praticamente incólume. Praticamente. Mais um teste de fogo que passou com relativo sucesso. Acho é que não posso voltar a misturar uma garrafa de Muralhas com mais quatro ou cinco cervejas. Já não tenho estômago para isso. Irra, que estou mesmo a ir para velho. Além disso, agora deu-me para ficar sem sono. Vá lá que retomei o velhinho ritual da compra do pão fresco da primeira fornada. Antes isso que cachorros quentes em rulotes – o que eu gosto das palavras aportuguesadas. Faz melhor à saúde e não vem acrescido de molhos potencialmente nocivos à saúde. Bem, acho que me vou deitar que a estupidez já é muita. Mas que uma garrafa de Muralhas bem fresquinha sabe bem, isso sabe. A culpa é das noites quentes. Se vivesse na Escandinávia, aposto que passava bem só com uma água com gás. Ninguém tem por aí um Compesan, não?

4.5.07

CSS

A minha melhor companhia dos últimos dias. E vêm a Paredes de Couro e tudo...

Bem, parece que a Philip Morris já começou a sentir os efeitos da recessão. Hoje consegui fumar menos do que ontem. E num dia mais stressante. Estou contente comigo mesmo, acho até que vou acender um cigarro para comemorar. Agora a sério, já não me lembrava de ter o mesmo maço de tabaco no bolso mais de dois dias seguidos. É obra. Digo eu, modesto.

3.5.07

Nick Cave Babe, I'm On Fire (part2)

O epílogo. Para não ser acusado de deixar as coisas a meio.

Nick Cave - Babe, I'm On Fire

No dia que vir isto tocado ao vivo durante 14 delirantes minutos dar-me-ei por satisfeito. Deve ser louco...

Sei que isto não interessa nem à Tabaqueira. Mas hoje iniciei a minha definitiva tentativa para deixar de fumar. "Vai-te lixar, já disseste isso 1850 vezes, pelo menos", dirão os que melhor me conhecem. E têm razão. Mas agora é a sério. Prometei que o faria até aos 30 e estou quase a cumpri-los. Para depois não ser à bruta, comecei devagarinho. Há quem diga que dói menos. Para o primeiro dia não foi mau. Digamos que fumei um terço dos cigarros que andava a fumar – não digo quantos para não fragilizar doentes cardíacos e para a minha mãe, se se der ao trabalho de ler isto, não cair para o lado. A parte melhor é que não andei a bater com a cabeça nas paredes. Por vezes não dizia era coisa com coisa. Falta de concentração motivada pela ausência da habitual dosagem de nicotina, li na internet. Talvez seja verdade. Vamos ver como isto corre. Prometo dar notícias.